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Valdemar contesta bloqueio de R$ 120 milhões

  • Foto do escritor: elnewspva
    elnewspva
  • há 20 horas
  • 2 min de leitura

Presidente do PL afirma que valor foi calculado com base nas emendas sob investigação e promete apresentar defesa

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou que seu patrimônio “não chega nem perto” dos R$ 120 milhões bloqueados por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da investigação sobre um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares.

“Gostaria de ter, mas nem que acertasse duas vezes na Mega-Sena teria esse dinheiro”, afirmou Valdemar, em entrevista à CNN . “Mas eles fizeram [o cálculo] do valor total das emendas e o bloqueio saiu desse tamanho. Então, o cidadão que vê isso pensa que tenho esse dinheiro para pagar.”

Na última declaração de bens apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante as eleições de 2010, Valdemar informou possuir patrimônio de aproximadamente R$ 2,5 milhões.

O dirigente do PL também questionou a decisão de Dino e ressaltou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Ministério Público (MP) se manifestaram contra a adoção de medidas cautelares mais rigorosas. Segundo ele, esses pareceres evitaram providências como buscas e apreensões.

“Então, agora vamos fazer a nossa defesa, vamos mostrar, as emendas são todas sérias, estão sendo executadas e vamos chegar no entendimento para tocar a vida pra frente”, disse Valdemar.

A investigação da Polícia Federal (PF) sustenta que Valdemar comandou o direcionamento de pelo menos 21 emendas parlamentares, que somam cerca de R$ 120 milhões.

Segundo os investigadores, mesmo sem exercer mandato parlamentar, o presidente do PL teria recorrido a servidores da Câmara dos Deputados para inserir, de forma fraudulenta, nomes de deputados como autores das indicações orçamentárias.

De acordo com a decisão de Dino, a suposta manipulação buscava dar aparência de legalidade às solicitações encaminhadas aos ministérios.

O ministro também determinou que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), apresente, em até dez dias, documentos relacionados às emendas atribuídas a Valdemar.

Em nota divulgada na última sexta-feira, 10, a defesa afirmou que recebeu a decisão “com surpresa” e sustentou que a PF “parte de premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária”.

Os advogados também argumentam que não há provas ou indícios de que Valdemar tenha participado conscientemente de qualquer esquema criminoso. Afirmam também que a atuação de dirigentes partidários junto de parlamentares faz parte da atividade política.


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