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Extrema esquerda de MT racha por causa de Pedro Taques e ameaça palanque de Lula

  • Foto do escritor: elnewspva
    elnewspva
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Com Pedro Taques tentando a 2º vaga ao senado pela extrema esquerda, partidos ameaçam esfacelar palanque de Lula no Mato Grosso

A definição da chapa da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) para a disputa ao Senado segue longe de um consenso e expõe um racha entre os partidos que integram o campo de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Mato Grosso.

Além da resistência do PV e do PCdoB à indicação do ex-governador Pedro Taques (PSB) para a segunda vaga, o PDT também passou a impor condições para permanecer no bloco, defendendo espaço para viabilizar a pré-candidatura do advogado Diogo Botelho ao Senado.

PV e PCdoB se recusam a assinar a nominata da federação que oficializa a composição com o senador Carlos Fávaro (PSD), pré-candidato à reeleição, e Pedro Taques. As duas siglas apoiam a permanência de Fávaro na chapa, mas rejeitam o nome do ex-governador.

Entre os argumentos apresentados pelas lideranças está o posicionamento de Taques durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016.

Para integrantes da federação, o histórico político do ex-governador é incompatível com o projeto defendido pelos partidos que sustentam o governo Lula.

O impasse levou o PCdoB a manter a pré-candidatura da presidente estadual da legenda, professora Patrícia Nogueira, ao Senado. Ela lançou o nome ao lado da ex-vereadora Edna Sampaio (PT), que acabou ficando fora da composição apresentada pelo PT com Fávaro e Taques.

As divergências, porém, vão além da disputa pelo Senado. O grupo também enfrenta dificuldades para consolidar a candidatura ao Governo de Mato Grosso.

Embora a federação tenha fechado apoio à médica Natasha Slhessarenko (PSB), a entrada do ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD) na disputa criou um novo foco de tensão dentro da esquerda.

O presidente estadual do PSD, senador Carlos Fávaro, condiciona a manutenção da pré-candidatura de Emanuel ao apoio da federação. A proposta, contudo, encontra resistência entre dirigentes petistas.

A presidente estadual do PT, Rosa Neide, reconheceu que o ex-prefeito tem legitimidade para disputar o cargo, mas afirmou que o partido não pretende discutir outro nome além de Natasha.

Enquanto isso, o PDT decidiu apoiar Natasha após a desistência da pré-candidatura do professor Caiubi Kuhn ao governo, mas avisou que a aliança depende da participação da legenda na chapa majoritária.

Segundo a presidente estadual do partido, Miriam Calazans, o PDT pretende construir a candidatura de Diogo Botelho ao Senado e não aceita simplesmente referendar a indicação de Pedro Taques.

Caso o espaço não seja garantido, a sigla cogita lançar candidatura própria ao Senado e liberar seus filiados para apoiarem diferentes nomes ao Governo do Estado.

A resistência pedetista a Taques também tem motivação política. O ex-governador foi eleito senador e governador pelo PDT, em 2010 e 2014, respectivamente, mas deixou o partido em 2015 para se filiar ao PSDB, movimento que ainda é tratado por dirigentes como uma "traição" à legenda.

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