top of page

Últimas Notícias

Parlamentares de MT acusam Moraes de tentar calar Bolsonaro e interferir na eleição

  • Foto do escritor: elnewspva
    elnewspva
  • há 5 horas
  • 3 min de leitura

A suspensão das visitas foi determinada após Flávio Bolsonaro ler, durante uma transmissão ao vivo realizada no último sábado, uma carta manuscrita escrita por Jair Bolsonaro

Parlamentares bolsonaristas reagiram à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O pré-candidato ao Senado por Mato Grosso, deputado federal José Medeiros (PL), e a deputada federal Coronel Fernanda (PL) afirmaram que a medida representa uma tentativa de interferir no processo eleitoral e de restringir a atuação política do ex-presidente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Medeiros afirmou que a decisão busca impedir a articulação de Bolsonaro durante a campanha eleitoral.

"Tá na cara que ele quer calar Jair Bolsonaro. Tá na cara que é uma estratégia eleitoral. Eles não conseguem vencer no debate, eles não conseguem entregar o que prometeram pro povo. O que eles fazem? Vamos silenciar Jair Bolsonaro", declarou.

O parlamentar disse ainda que Moraes pretende enfraquecer o grupo político ligado ao ex-presidente ao impedir o contato dele com aliados.

"Chegamos ao absurdo do absurdo. Ele quer limitar a capacidade de articulação, ele quer enfraquecer a estratégia. Agora ele proíbe o Flávio. Ele quer calar a voz de Bolsonaro e de milhões de brasileiros."

Medeiros também criticou o STF e afirmou que o grupo bolsonarista pretende conquistar maioria no Senado nas eleições de outubro.

"Nós não vamos aceitar essa amordaça. Não aceitamos que o Judiciário, que o STF, vire um instrumento de campanha pra Lula. (...) O Brasil não vai se calar, Alexandre. E mais, nós vamos fazer a maioria no Senado."

Fernanda também se manifestou nas redes sociais. Em vídeo, afirmou que a decisão representa uma restrição ao direito de defesa do ex-presidente e classificou a medida como uma tentativa de isolamento político de Bolsonaro.

Segundo ela, impedir que Flávio Bolsonaro, que integra a defesa do pai, mantenha contato com o ex-presidente compromete garantias legais e reforça o que chamou de perseguição judicial.

A suspensão das visitas foi determinada após Flávio Bolsonaro ler, durante uma transmissão ao vivo realizada no último sábado, uma carta manuscrita escrita por Jair Bolsonaro. Para Alexandre de Moraes, o senador desrespeitou a medida cautelar que impede o ex-presidente de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.

Na decisão, o ministro afirmou que "não há dúvidas" de que Flávio desrespeitou expressamente a ordem judicial ao divulgar a carta e que houve "ostensivo desvio de finalidade" no exercício do direito de visita. Moraes concedeu prazo de 48 horas para que a defesa de Bolsonaro esclareça se o ex-presidente tinha conhecimento da divulgação do documento.

O ministro também determinou que o Ministério Público Eleitoral apure se o conteúdo da transmissão configura propaganda eleitoral antecipada, já que a carta continha pedido explícito de apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Com a decisão, o senador ficará impedido de visitar o pai até, pelo menos, após o primeiro turno das eleições.

Na carta lida durante a transmissão, Jair Bolsonaro pediu unidade entre seus apoiadores e manifestou apoio à candidatura do filho.

"Saudoso do contato com o povo, escrevo num momento de decisão para o futuro de todos nós. O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro", escreveu.

A decisão foi proferida em meio ao acirramento da disputa interna no PL entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O conflito teve início após Michelle criticar a aliança do partido no Ceará com Ciro Gomes.

Em vídeo divulgado há cerca de três semanas, ela afirmou ter sido humilhada pelo enteado. Flávio pediu desculpas publicamente, mas novos episódios de tensão entre os dois ocorreram desde então.





fonte: olhardireto

bottom of page