top of page

Últimas Notícias

Ativistas brasileiros são detidos ao tentar furar bloqueio em Gaza

  • Foto do escritor: elnewspva
    elnewspva
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

O grupo, que fazia parte da iniciativa Global Sumud Flotilla, partiu de Catânia, na Itália, no domingo 26, com o objetivo de entregar ajuda ao território palestino

Quatro cidadãos brasileiros foram detidos por forças israelenses enquanto participavam de uma missão humanitária com destino à Faixa de Gaza, informou a organização responsável pela flotilha. O episódio ocorreu em águas internacionais próximas à Ilha de Creta, na Grécia, na quarta-feira 29, e envolveu 175 pessoas de diferentes nacionalidades.

O grupo, que fazia parte da iniciativa Global Sumud Flotilla, partiu de Catânia, na Itália, no domingo 26, com o objetivo de entregar ajuda ao território palestino.

Entre os brasileiros capturados estão Thiago Ávila, Amanda Coelho Marzall, Leandro Lanfredi de Andrade e Thainara Rogério. Ávila já havia sido preso por Israel em ocasiões anteriores.


Perfil dos detidos e atuação humanitária

Amanda Marzall, também chamada de Mandi Coelho, é militante do PSTU e pré-candidata a deputada federal por São Paulo.

Leandro Lanfredi atua como petroleiro na Transpetro e ocupa cargos diretivos no Sindipetro-RJ e na Federação Nacional dos Petroleiros. Thainara Rogério possui nacionalidade brasileira e espanhola e integrava uma delegação catalã.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel divulgou nota nesta quinta-feira, 30, e qualificou os ativistas como “provocadores profissionais”. Segundo o comunicado, a ação teria ocorrido em conformidade com o Direito internacional, dada a necessidade de evitar violações de bloqueios legais e riscos de agravamento do conflito.


Reação dos organizadores e denúncias

De acordo com os organizadores da flotilha, os brasileiros detidos estavam sendo conduzidos por um navio da Marinha israelense até o Porto de Ashdod, no sul de Israel.

Até o momento, não há informações atualizadas sobre o estado de saúde nem sobre o paradeiro dos detidos. A administração israelense informou que eles deverão ser levados à Grécia.

A Global Sumud Flotilla declarou que as prisões são ilegais e configuram uma escalada perigosa nas ações de Israel fora de suas fronteiras.

A organização afirma que a interceptação ocorreu em águas internacionais e alega violação do Direito internacional. Relatos indicam uso de força, danos às embarcações e bloqueio de comunicações durante a abordagem.

Segundo a organização, participantes foram detidos enquanto outros permaneceram em barcos danificados e sem energia, mesmo diante da aproximação de uma tempestade.


Outros brasileiros e repercussão internacional

Outros brasileiros também integravam a ação, mas não foram capturados. Lisi Proença, coordenadora da Global Sumud Brasil, desembarcou na Sicília para apoiar a equipe em terra.

Ariadne Teles, também coordenadora, permaneceu na Itália pelo mesmo motivo. Beatriz Moreira de Oliveira, do Movimento dos Atingidos por Barragens, permaneceu em um barco que entrou em águas gregas e evitou a interceptação.

A flotilha é composta de cerca de 30 embarcações e conta com mais de 180 ativistas, segundo seus organizadores. Eles ressaltam que uma eventual ação militar na costa grega poderia gerar incidentes diplomáticos, conforme normas internacionais.

O episódio já motivou reações na Europa. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, condenou a interceptação e pediu a libertação imediata dos italianos detidos.

Além disso, os ministérios das Relações Exteriores da Alemanha e da Itália divulgaram nota conjunta em que demonstram preocupação com o caso. No comunicado, solicitaram respeito ao Direito internacional e o fim de ações consideradas irresponsáveis, sem citar diretamente o governo israelense.

Comentários


bottom of page