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Sérgio tinha razão: Presidente do PL admite erro em aliança com MDB e diz que coligação prejudicou Wellington

Foto do escritor: elnewspva
elnewspva
há 58 minutos
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Segundo Ananias, o desgaste também ficou evidente com a movimentação de prefeitos de cidades-polo, que inicialmente estavam no palanque de Wellington

O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, reconheceu que a coligação com o MDB foi um dos fatores que contribuíram para a derrota de Wellington Fagundes na disputa pelo governo.

Apesar do desempenho expressivo do partido nas eleições proporcionais e para o Senado, com a eleição de José Medeiros, Ananias avaliou que a aliança não foi bem recebida pela base de direita e acabou provocando um “revés eleitoral”.

“A base de direita não queria a coligação de jeito nenhum. E nós coligamos e aí tivemos esse revés eleitoral”, afirmou.

A aliança colocou a então candidata Janaina Riva (MDB), nora de Wellington, na segunda vaga ao Senado da chapa. A composição, no entanto, enfrentou resistência entre eleitores e lideranças de direita durante a campanha.

Segundo Ananias, o desgaste também ficou evidente com a movimentação de prefeitos de cidades-polo, que inicialmente estavam no palanque de Wellington, mas posteriormente passaram a manifestar apoio ao governador eleito Otaviano Pivetta (Republicanos).

Ao ser questionado se considera que a aliança com o MDB foi um erro, o presidente do PL foi direto e admitiu que a decisão não funcionou eleitoralmente.

“Eu acredito que, nesse momento, a gente fazendo essas análises, eu reconheço que realmente foi um erro”, declarou.

Ananias explicou que, pessoalmente, era contrário à composição, mas seguiu a orientação da direção nacional do partido.

“Não teria ocorrido por uma questão pessoal minha, mas eu sou obediente à determinação que a nacional colocou para nós”, disse.

Apesar da derrota no governo, ele avaliou que o PL cumpriu as metas estabelecidas para as eleições. O partido elegeu José Medeiros ao Senado, além de três deputados federais e quatro representantes para a Assembleia Legislativa.

“Nós tínhamos um planejamento estratégico de entregarmos a um senador da República, entregarmos três deputados federais e uma bancada de, no mínimo, três deputados estaduais e a quatro. (...) E nós entregamos”, afirmou.

Para Ananias, a candidatura ao governo tinha um grau de dificuldade maior e o resultado ficou abaixo do esperado.

“A candidatura de governo, ela é muito difícil, ela não é fácil. Se fosse fácil, todos os partidos teriam candidato e nós fizemos. E agora nós temos que reconhecer que o resultado não foi o esperado”, comentou.

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