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Em 2027, Pivetta terá orçamento recorde de R$ 46,1 bilhões em Mato Grosso

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elnewspva
há 1 hora
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Além desse montante, o governo prevê R$ 1,96 bilhão no orçamento de investimentos das empresas estatais

A equipe econômica do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) projeta orçamento de R$ 46,1 bilhões em 2027, primeiro ano inteiramente planejado sob sua gestão à frente do Palácio Paiaguás.

A proposta representa um crescimento de R$ 5,3 bilhões em relação aos R$ 40,8 bilhões previstos para 2026, quando a peça orçamentária ainda havia sido elaborada durante o governo Mauro Mendes (União).

O aumento de 13,07% marca a expansão dos recursos estaduais no início de um novo ciclo político e administrativo em Mato Grosso.

Os números constam do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, encaminhado pelo Executivo à Assembleia Legislativa no dia 30 de setembro.

A proposta estima receitas e fixa despesas em R$ 46.125.480.653, divididos entre o orçamento fiscal, de R$ 32,2 bilhões, e o orçamento da seguridade social, de R$ 13,9 bilhões.

Além desse montante, o governo prevê R$ 1,96 bilhão no orçamento de investimentos das empresas estatais, financiados por R$ 373,7 milhões em recursos próprios e R$ 1,59 bilhão em operações de crédito.

A maior parcela dos recursos ficará com o Poder Executivo, cujo orçamento passará de R$ 33,89 bilhões para R$ 38,75 bilhões, um crescimento de 14,32%. Em valores absolutos, serão R$ 4,85 bilhões adicionais, concentrando mais de 90% de toda a ampliação prevista para o orçamento estadual.

O Judiciário terá R$ 3,79 bilhões, ante R$ 3,52 bilhões em 2026, alta de 7,78%. O Legislativo passará de R$ 1,13 bilhão para R$ 1,19 bilhão, avanço de 5,02%, enquanto o Tribunal de Contas do Estado (TCE) terá R$ 840,7 milhões, crescimento de 3,48%.

O Ministério Público Estadual contará com R$ 1,12 bilhão, aumento de 9,63%, e a Defensoria Pública receberá R$ 422 milhões, alta de 5,05%.


Educação, saúde e segurança em destaque

Na divisão dos recursos por função, a Previdência Social concentra a maior parcela do orçamento estadual, com R$ 7,91 bilhões. A Educação aparece em seguida, com R$ 6,85 bilhões, enquanto a Saúde terá R$ 5,49 bilhões.

A Segurança Pública contará com R$ 4,91 bilhões, e o Transporte receberá R$ 3,26 bilhões. Também estão previstos R$ 1,02 bilhão para Agricultura, R$ 490 milhões para Habitação e R$ 393,8 milhões para Assistência Social.

Um dos destaques da proposta é a ampliação dos investimentos. O governo prevê destinar R$ 5,65 bilhões para essa finalidade em 2027, aumento de 23,67% em relação ao orçamento deste ano. As despesas de capital, que incluem investimentos e amortização da dívida, alcançarão R$ 6,38 bilhões.

Em contrapartida, as despesas com pessoal e encargos sociais crescerão 9,5%, chegando a R$ 25,34 bilhões. O montante representa mais da metade de todo o orçamento estadual.


Primeiro orçamento integralmente planejado por Pivetta

Embora Pivetta já esteja no comando do Executivo, a proposta para 2027 é a primeira elaborada integralmente para um exercício sob sua administração. O orçamento de 2026 foi estruturado ainda durante a gestão de Mauro Mendes, de quem Pivetta foi vice-governador.

Na mensagem enviada aos deputados estaduais, Pivetta sustenta que o equilíbrio das contas públicas permitirá ampliar os serviços oferecidos à população e manter os investimentos em infraestrutura e desenvolvimento econômico.

A proposta também foi construída sobre uma expectativa de recuperação da economia mato-grossense. A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) projeta retração de 0,6% no Produto Interno Bruto (PIB) estadual em 2026, seguida por crescimento de 5,27% em 2027.

A proposta ainda será analisada e votada pela Assembleia Legislativa, que poderá apresentar emendas antes da aprovação definitiva da lei orçamentária.

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