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Sociedade Rural Brasil critica Plano Safra

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    elnewspva
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Organização afirma que recursos, juros e seguro rural ainda não atendem às necessidades do setor e defende medidas de longo prazo

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) afirmou que o Plano Safra 2026/2027 não resolve os principais desafios enfrentados pelos produtores rurais.

Embora reconheça o aumento dos recursos anunciados pelo governo federal, a organização avalia que as condições de financiamento continuam insuficientes diante do custo da produção e voltou a defender uma política agrícola de longo prazo.

Em nota, o presidente da SRB, Sérgio Bortolozzo, afirmou que o agronegócio precisa de regras permanentes para dar previsibilidade aos investimentos.

“O Plano Safra não pode ser uma discussão que se repete todos os anos”, disse Bertolozzo. “O agronegócio precisa de uma política de Estado, com planejamento contínuo e regras estáveis.”

Segundo a organização, o volume anunciado para a safra é superior ao do ciclo anterior, mas apenas uma parcela corresponde a recursos controlados.

A SRB argumenta que o custo para financiar uma safra brasileira supera R$ 1,5 trilhão. Enquanto os produtores continuam enfrentando aumento nos custos de produção, crédito mais caro e margens reduzidas.


Seguro rural e renegociação de dívidas

A instituição também manifestou preocupação com a falta de medidas para ampliar o seguro rural. Na avaliação da SRB, a frequência de eventos climáticos extremos exige maior destinação de recursos para subsidiar o prêmio do seguro e reduzir os riscos enfrentados pelos produtores.

Outro ponto destacado foi o endividamento no campo. A organização afirma que muitos produtores têm dificuldade para acessar novas linhas de crédito por causa das dívidas acumuladas. Por isso, ela defende mecanismos que permitam renegociar esses débitos.

As críticas da SRB se somam às manifestações de outras entidades do agronegócio. A Frente Parlamentar da Agropecuária e a Aprosoja também contestaram o novo Plano Safra e afirmaram que o governo inflou os valores anunciados, reduziu os recursos para custeio e manteve limitações no seguro rural.

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