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"Se ela repensar, faço o que ela quiser", diz Valdemar sobre candidatura de Michelle Bolsonaro

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    elnewspva
  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

Presidente do PL afirma que a ex-primeira-dama é insubstituível para o partido e que trabalha para evitar que o impasse com Flávio afete a estratégia eleitoral de 2026

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a permanência de Michelle Bolsonaro no núcleo político do partido se tornou uma de suas principais prioridades para as eleições de 2026. 

Em meio ao desgaste na relação entre a ex-primeira-dama e o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Valdemar afirmou que fará o possível para convencê-la a permanecer no projeto político do PL Mulher e lançar sua candidatura ao Senado pelo PL.

“Se a Michelle repensar, eu faço o que ela quiser”, declarou.

Nos bastidores do partido, a avaliação é de que Michelle continua sendo um dos principais ativos eleitorais do PL, especialmente junto ao eleitorado feminino e evangélico.

Indagado se havia alguma integrante da legenda cotada para assumir o lugar da ex-primeira-dama na presidência nacional do PL Mulher, Valdemar negou.

“Sem querer desmerecer as mulheres do nosso partido e nós temos 17 mulheres de primeira, são excelentes deputadas”, iniciou. “Aliás, são muito melhores do que os homens. Mas nós não temos ninguém à altura da Michelle. A Michelle tem um poder muito grande de comunicação, fala bem, tem imagem boa e é dedicada.”

Diante da ausência de um nome para substituir Michelle no cargo, Valdemar disse que a direção nacional pretende “extinguir a presidência nacional” e “deixar todas as presidências estaduais, mas com autonomia”. 


Pré-candidatura ao Senado

Ao detalhar as intenções para a pré-candidatura de Michelle ao Senado pelo PL do Distrito Federal, Valdemar afirmou estar “torcendo” para que ela lance seu nome na disputa eleitoral.

“Ela tem toda a chance do mundo de rever essa posição”, analisou. “Ela tem passado por muito sofrimento por causa do marido, e isso descontrola qualquer pessoa. Eles não têm paz. Hoje mesmo, a Polícia Federal esteve lá de novo, visitando o Bolsonaro.”

Na avaliação do dirigente, as restrições impostas ao ex-presidente também acabam dificultando a atuação política de Michelle: “Eles não autorizam ninguém para ajudá-la. Esse é o problema”.

Além de admitir a importância política de Michelle, Valdemar declarou que assumiu pessoalmente a missão de tentar reconstruir a relação entre ela e Flávio.

“Desde o vídeo da Michelle, eles não conversaram”, disse o presidente do PL, ressaltando que irá atuar como intermediador entre a ex-primeira-dama e o pré-candidato à Presidência.

“Primeiro vou falar com o Flávio”, afirmou. “Vou insistir com a Michelle, porque eu insisti com a Michelle. (…) Nesses próximos 20 dias, pode acontecer uma reaproximação. Vou trabalhar muito na reaproximação da Michelle com o Flávio. Não podemos sair brigando dentro de casa. Temos que acertar isso. A nossa convenção nacional será no dia 25, então precisamos ajustar isso até lá.”

Ao comentar os reflexos do conflito familiar sobre Jair Bolsonaro, Valdemar fez um relato em tom pessoal e disse que o ex-presidente vive um momento difícil diante da divisão entre a esposa e os filhos.

“Como o Bolsonaro tem sofrido, eu fico triste de ver isso”, afirmou. “O Bolsonaro é um cara alegre e dedicado. Eu imagino que ele está passando duro. Porque são os filhos contra a mulher. É difícil. Eles têm que se entender, porque senão nós vamos perder a eleição e ele vai ficar mais dez anos preso.”

Interpelado sobre de que lado Bolsonaro estaria no impasse, respondeu “Difícil pra ele.”

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