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Janaina minimiza resistência de prefeitos do PL e diz que aliança é essencial para fortalecer candidatura do MDB ao Senado

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  • há 2 horas
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A parlamentar avaliou que o cenário é reflexo de uma eleição altamente competitiva e defendeu que eventuais divergências não comprometem a construção da coligação

A deputada estadual Janaina Riva (MDB), pré-candidata ao Senado, minimizou nesta terça-feira (4) a resistência de integrantes do PL à aliança entre os dois partidos e afirmou que as divergências são naturais diante da disputa eleitoral.

Segundo ela, o acordo é estratégico para fortalecer o projeto do MDB e ampliar as chances da legenda na corrida pela única vaga em disputa no Senado por Mato Grosso.

Questionada na convenção que a lançará ao Senado sobre o desconforto de parte do PL com a composição da chapa, Janaina evitou polemizar e afirmou que cada partido deve conduzir seus debates internos sem interferência dos aliados. A resistência ao nome dela tem sido levantada por nomes como Abilio Brunini, Flávia Moretti e Cláudio Ferreira, prefeitos de Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, as três maiores cidades do estado.

"Do MDB eu sou presidente, Thiago Silva é vice-presidente. Nós vamos cuidar do nosso partido e eu espero que o PL cuide do PL. Nós não vamos interferir nessa discussão dentro do PL. Eles têm liberdade e têm o direito de ter opinião divergente", declarou.

A parlamentar avaliou que o cenário é reflexo de uma eleição altamente competitiva e defendeu que eventuais divergências não comprometem a construção da coligação.

"É muito natural. Uma eleição para o Senado disputada como há muitos anos não víamos faz com que os candidatos fiquem um pouco mais espremidos. Mas, para nós do MDB, a aliança foi extremamente importante, porque o partido acredita nesse projeto e precisava de um palanque", afirmou.

Janaina também destacou que, independentemente da legenda escolhida para compor a chapa, haveria divergências políticas. Ainda assim, disse que o MDB ingressa na coligação com o objetivo de fortalecer a candidatura ao Senado.

"Nós sabemos que qualquer partido com o qual fôssemos nos unir teria divergências. Enfrentamos isso com muita naturalidade, mas com a certeza de que o MDB vem para essa coligação para somar e para fazer Janaina senadora."

Durante a entrevista, a deputada afirmou que o partido vive um momento inédito de protagonismo eleitoral. Segundo ela, diferentemente de eleições anteriores, o MDB lidera a construção de uma candidatura majoritária, o que torna o processo especialmente simbólico para a legenda.

"Para mim é único. Parece que estou vivendo minha primeira eleição. É um grande movimento de liderança e de construção de um arco de alianças partidárias em torno de uma candidatura majoritária do MDB", disse.

A definição das suplências, no entanto, permaneceu em aberto. Janaina informou que o MDB aguardava uma resposta do Podemos antes de concluir a composição da chapa. Conforme explicou, já havia um encaminhamento com o PL, mas a possível entrada da sigla poderia alterar a formação.

"As suplências serão definidas amanhã porque temos um compromisso de aguardar o Podemos. Já havia um encaminhamento entre MDB e PL, mas isso fica suspenso até a confirmação ou não da vinda do Podemos."

Sobre uma eventual campanha conjunta entre candidatos do MDB e do PL, Janaina afirmou que a decisão dependerá das negociações entre as direções partidárias após a formalização da coligação.

"Hoje vamos firmar essa coligação. Depois dela vamos discutir a possibilidade de efetivarmos essa dobradinha. Isso vai depender das interlocuções partidárias entre PL e MDB."

A deputada também descartou ter recebido convite para disputar outro cargo na chapa majoritária. Segundo ela, a possibilidade de ser candidata a vice-governadora nunca passou de especulação. "Eu não ouvi esse convite. Não passou de especulação da imprensa. A candidatura sempre foi ao Senado."

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