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Crise no PL-MT: Valdemar Costa Neto veta apoio a Pivetta sob ameaça de punição

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    elnewspva
  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

A medida tenta estancar uma rebelião interna, mas adiciona contornos de ultimato aos correligionários

O cenário político de Mato Grosso sofreu uma forte sacudida após a intervenção direta da Executiva Nacional do Partido Liberal (PL).

Em reunião de emergência realizada em Brasília, o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, determinou que prefeitos, vereadores e parlamentares da legenda no estado estão expressamente proibidos de manifestar apoio público ou pedir votos para o governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A medida tenta estancar uma rebelião interna, mas adiciona contornos de ultimato aos correligionários. Caso a determinação de infidelidade partidária ocorra em favor do principal rival, a direção do partido confirmou que aplicará sanções severas.


O Estopim: Aliança Polêmica com o MDB

A crise começou a escalar após a confirmação da chapa majoritária liderada pelo senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado.

A composição costurada por Fagundes uniu o PL ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), garantindo a indicação da deputada estadual Janaina Riva (MDB) para uma das vagas ao Senado, ao lado de José Medeiros (PL).

Essa aproximação com o MDB gerou forte descontentamento na ala estritamente bolsonarista. Lideranças locais apontaram incoerência em partilhar palanque com antigos opositores históricos regionais.

  • Reação de Prefeitos: Pelo menos 20 prefeitos do PL em Mato Grosso ameaçaram pedir desfiliação em massa da legenda em protesto contra o acordo.

  • A Posição de Abilio Brunini: O prefeito de Cuiabá chegou a desafiar a cúpula nacional publicamente nas redes sociais, afirmando: "Ou me libera, ou tolera, ou expulsa. Com o PT e MDB eu não vou".


A Solução de Brasília: "Fidelidade Parcial"

Para evitar um esvaziamento total do partido às vésperas do pleito, Valdemar Costa Neto chamou o prefeito Abilio Brunini e o deputado José Medeiros para conversas à porta fechada na capital federal. O acordo final resultou em uma flexibilização parcial, mas acompanhada de uma linha vermelha inegociável:

  1. Liberdade em relação ao MDB: Os filiados dissidentes e críticos da aliança não serão obrigados a fazer campanha ou pedir votos para Janaina Riva (MDB). Punições por esse distanciamento específico foram formalmente afastadas pela Executiva.

  2. Veto Absoluto a Pivetta: Por outro lado, o partido exige fidelidade total ao nome de Wellington Fagundes para o Governo. Qualquer aceno ou pedido de voto ao atual governador Otaviano Pivetta resultará em processo de expulsão automática da sigla.


Cobrança Interna por Postura Firme

Enquanto parlamentares que integraram a comitiva em Brasília comemoraram a liberação de não apoiar o MDB, outros setores do PL no estado defendem que os políticos eleitos usando a estrutura da legenda têm obrigações com as decisões majoritárias.

Em declarações recentes, o vereador Rafael Ranalli (PL) argumentou que prefeitos do partido estariam se aproveitando da insatisfação com a aliança do MDB apenas como uma "desculpa" conveniente para justificar o apoio velado que já pretendiam dar ao grupo de Pivetta.

Com as convenções partidárias em andamento, o PL tenta manter sua unidade sob a força de decretos internos, enquanto seus filiados calculam os riscos políticos de enfrentar ou acatar as ordens diretas de Brasília.




Ely Leal - Redação

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