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Desaparecidos depois de terremotos na Venezuela passam de 8 mil

  • Foto do escritor: elnewspva
    elnewspva
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Iniciativas populares reúnem registros de famílias em busca de parentes; governo confirma 32 mortes

Uma iniciativa popular contabilizou, até a madrugada desta quinta-feira, 25, 8.378 desaparecidos depois dos dois terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira 24. Desse total, 418 pessoas já foram localizadas, enquanto outras 7.960 seguem sem contato com familiares.

Outra plataforma, criada pela influenciadora Julia Alessandra, reúne o registro de 986 pessoas procuradas. Nos dois sites, familiares podem informar desaparecimentos e compartilhar notícias sobre quem já foi encontrado.

O governo venezuelano confirmou, em balanço preliminar, 32 mortos e mais de 700 feridos. A região de La Guaira foi a mais afetada pelos tremores.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, classificou a cidade como uma “zona de desastre” e anunciou a disponibilização de hotéis e abrigos para os moradores que perderam suas casas ou tiveram imóveis comprometidos.

Enquanto as equipes de resgate seguem as buscas, uma projeção preliminar do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) revela que o desastre pode ter proporções muito maiores. Segundo o órgão, o número de mortos pode ficar entre 10 mil e 100 mil.

A estimativa faz parte de um sistema automatizado que considera fatores como magnitude do terremoto, profundidade, localização do epicentro, densidade populacional e vulnerabilidade das construções para calcular o impacto inicial de grandes abalos sísmicos.

Os terremotos que atingiram a Venezuela na noite desta quarta-feira, 24, levaram a presidente interina, Delcy Rodríguez, a decretar estado de emergência no país.

Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com intervalo de cerca de 40 segundos e causaram desabamentos de edifícios em Caracas, além de danos no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, que foi fechado.

Segundo o Ministério da Comunicação e Informação da Venezuela, forças de segurança foram mobilizadas em todo o país, porque muitas edificações apresentam risco de desabamento. O governo também autorizou o corte preventivo do fornecimento de gás em alguns prédios enquanto equipes avaliam possíveis danos estruturais.

Quando os terremotos atingiram a Venezuela, muitos moradores estavam em casa por causa do feriado nacional que celebra a Batalha de Carabobo, marco da independência do país. No oeste de Caracas, a publicitária Astrid Ramirez, de 41 anos, relatou à agência de notícias Reuters momentos de tensão.

“Assim que começou, começamos a ouvir pessoas gritando”, disse. “Todos estavam descendo as escadas correndo.”

Os efeitos dos tremores também foram percebidos no Brasil. Conforme o jornal Folha de S.Paulo, moradores relataram abalos nos Estados do Amazonas, Pará, Roraima e Amapá.

Prédios foram evacuados em Belém e Macapá, mas as Defesas Civis estaduais informaram que não havia registros de feridos nem danos estruturais.

Segundo o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo, é relativamente comum que terremotos dessa magnitude sejam sentidos a grandes distâncias do epicentro. O sismólogo Bruno Collaço afirmou à Folha que, apesar do susto, não há expectativa de danos às cidades brasileiras localizadas nessa distância.


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