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Conjuntura - E aí, Sr. Sérgio?

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    elnewspva
  • há 3 dias
  • 4 min de leitura

Tendo iniciado sua gestão de 1.460 dias a frente da Prefeitura, em 01º de Janeiro de 2025, Machnic deve completar 500 dias de trabalho no próximo mês. Então é hora de perguntar; e aí, Sr. Sérgio?

by Ely Leal

Faltando menos de 1.000 dias para concluir um mandato que recebeu nas urnas em outubro de 2024, é hora de começar a avaliar como está a gestão do Prefeito que foi eleito com base no desejo de mudança e de melhorias.

Afastado da vida pública há mais de 20 anos, Sérgio Machnic não tinha em 2024, brilho próprio suficiente para bancar uma candidatura a Prefeito com alguma viabilidade. Era praticamente um desconhecido para quase 70% do eleitorado primaverense.

Venceu por algumas razões absolutamente indiscutíveis.

1º) – o Desejo de mudança de uma população que estava cansada de certas práticas do gestor anterior.

2º) – O apoio de figuras que detém credibilidade política como Getúlio Viana, que entrou na sua campanha como nunca antes apoiou outro. De Jair Bolsonaro, de quem emprestou o carisma político da direita, que na realidade ele Machnic nunca foi, já que como militante do PSDB sempre foi do centrão fisiológico, além de outros líderes.

3º) – Embora com uma campanha política em 2024, Sérgio tenha tido uma assessoria de marketing e comunicação que aliou incompetência com despreparo, somado ao amadorismo, teve um adversário (Ademir de Góes) que fez ainda pior no marketing onde reforçou visões como arrogância, empáfia e continuísmo, que a população já não queria.

Na transição, ainda antes da posse, Sérgio deu o primeiro tiro na cara da expectativa de uma boa gestão ao se deixar levar por fofocas e intrigas (Alias, isso é sua principal característica, se deixar levar pelas vivandeiras e fofoqueiros que pululam a sua volta), e se aliar ao ex-Prefeito Léo Bortolin, num acordo extrajudicial, que no futuro se revelaria uma rendição na realidade.

A traição contra Getúlio Viana é fruto de vozes na cabeça do Sérgio que dizia que Getúlio iria deixar que a guerra jurídica entre ele, Sérgio, e Léo, se arrastasse nos tribunais, até que ele perdesse o mandato de Prefeito, sendo substituído pela vice D. Iva Viana.

Acreditar que Getúlio é dado a esse tipo de armação politiqueira é o mesmo que acreditar que Lula é a alma mais honesta do Brasil. Simplesmente impossível.

Se Sérgio foi capaz de trair covardemente, o homem que lhe deu, o aval necessário para ser um candidato viável e a maior liderança política da história de Primavera do Leste, como Getúlio, o que não poderia fazer com os demais aliados?

Ao assumir o mandato, para mudar a administração de Primavera do Leste, revelou na verdade, os pontos não escritos no acordo com o Léo e praticamente entregou a este, a gestão da cidade, mantendo pessoas chaves em postos chaves fieis ao ex-Prefeito Léo Bortolin.

A desculpa era de que não poderia ter interrupção na gestão pública.

A verdade era que ele nunca esteve preparado para ser prefeito e sequer equipe para tocar a administração ele possuía. Novamente as vozes na cabeça do Sérgio (leia-se alguns familiares e um “The Coultch” importado do Rio a peso de ouro), dizia que seus aliados não tinham conhecimento da gestão. Além de mentirosa, essa ideia escondia o óbvio. Evidente que os aliados do Sérgio não estavam na gestão Léo. Eram oposição.

Para quem conhece os bastidores da política local, sabe que na pré campanha de 2024 e mesmo durante a campanha, diversos encontros na calada da noite entre Léo Bortolin e Sérgio Machnic já evidenciava a parceria que seria revelada, na prática, durante a gestão.

O problema de Sérgio Machnic nestes quase 500 dias de gestão não é com a expectativa frustrada que sua vitória levou aos seus aliados. O problema do Prefeito Sérgio Machnic é com sua própria voz. Com suas próprias palavras. Com o que disse em palanque.

Hoje Machnic Prefeito é oposição ferrenha ao Sérgio Machnic candidato.

Sua fraqueza e suas vacilantes decisões são frutos de suas inseguranças.

Ao mesmo tempo que nomeia uma excepcional Secretária de Saúde, como Laura Leandra, se alia a um dos generais de Léo Bortolin e o mantém como seu principal braço político, a eminência parda da política primaverense chamado Eraldo Fortes como líder do governo, comandando vastos setores da Saúde municipal, incluindo pessoas de sua época de secretário de saúde única e exclusivamente para semear o caos e a discórdia na saúde, para que ele retorne a pasta cujo orçamento anual ultrapassa R$ 270 milhões.

Conhecido na distribuição de terrenos no bairro São Cristovão quando era Secretario de Assistência Social no início dos anos 2000 em um projeto que ficou conhecido como “parente carente” e depois condenado que foi por desvio quando foi secretário de obras (e vice-prefeito), inclusive com depósitos em sua conta de uma empresa da cidade, revelado no curso do processo, foi absolvido ao recorrer, num caso nebuloso e mal explicado de impunidade.

Na gestão Léo foi afastado da gestão por determinação judicial e depois regressou, Eraldo é taciturno em acertos de bastidores e conchavos em geral e atua exclusivamente na defesa dos seus interesses e de Léo Bortolin.

Para os objetivos para o qual foi eleito, Sérgio Machnic ter o Eraldo Fortes como líder do Prefeito na Câmara é a prova indiscutível do despreparo, do amadorismo e do fracasso que esses quase 500 dias de gestão demonstra.

Machnic está esgotado física e psicologicamente. Não porque trabalha demais. Mas porque trabalha errado. Porque tem um secretariado incompetente e ineficiente. Porque tem assessores politiqueiros e não sabe delegar tarefas e funções. Que é diferente de nomear.

Mas sobretudo, Sérgio Machnic tem horror em ouvir a verdade. Prefere a “tapinha nas costas” e a bajulação estúpida do que ouvir o que precisa ouvir.

E aí, Sr. Sérgio???






Ely Leal - É editor do Jornal ELNews, Jornalista - Radialista - Esecialista em comunicação de mandatos e campanha (Escola Carlos Manhanelli - ABCOP)

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