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Coluna Conjuntura - Ademir caminha para vencer eleições 2024 com tranquilidade, até aqui...

  • Foto do escritor: Ely Leal
    Ely Leal
  • 17 de out. de 2023
  • 4 min de leitura

Muito embora tenha pouca penetração, atual vice prefeito tem a máquina a disposição e uma oposição que acredita que apenas intenção vença uma eleição

Ely Leal

Muito longe de qualquer análise pessoal, a "Coluna Conjuntura" se debruça sobre personalidades politicas que podem estar em disputa no ano que vem.

Embora a sensação que se tenha nas conversas pela cidade, de que o atual vice Prefeito e candidato a Prefeito nas próximas eleições municipais, não consegue angariar simpatias, vai se formando a cada dia a sensação de que ele seja o vitorioso e isso ganha contornos de uma realidade sombria.

É fato que Ademir de Góes (UB) tem uma formidável máquina de propaganda, que vem atuando desde 2021, recursos financeiros sem medidas e apoio do midiático atual prefeito Léo Bortolin (MDB).

A capacidade de transferência de votos do atual gestor para o seu vice está diretamente ligado a aceitação de sua gestão. Muito embora esteja longe da quase unanimidade de 89% dos votos em 2020, quando eleitoralmente competiu contra uma figura politicamente apagada, como o empresário Marcos Filipi, não se pode ignorar que ele ainda tem uma boa aceitação do eleitorado.

Impulsionado mais por suas propagandas em mídias sociais e no estilo "festeiro" na imprensa local e estadual do que por seus feitos como gestor onde deixa a desejar nos quesitos saúde, educação e infraestrutura da cidade.

Muito mais que suas escassas virtudes como político, Ademir de Góes conta na realidade com uma oposição que oscila entre o amadorismo politico e a falta de preparo politico para fazer um enfrentamento firme e forte que possa atrapalhar a eleição do atual vice em outubro.

A continuar nesta trilha, a oposição pode sofrer uma sova eleitoral como a de 2020, embora conte com nomes de peso. Ignorando fatores cruciais como estratégias de comunicação e campanha de desconstruções, tão fundamentais numa disputa pelo cargo majoritário, a oposição se agarra em duas vertentes que claramente são insuficientes para virar o que vem pela frente.

Apostam que um nome forte e uma possível passagem de Bolsonaro pela cidade, durante a campanha, seja o suficiente para ganhar as eleições de um verdadeiro bonde sem freio que está sendo preparado pela atual gestão para continuar no poder, trocando apenas o nome do titular.

Léo turbinou a comunicação da Prefeitura, passando de 2 ou 3 jornalistas que atuavam na Assessoria de Comunicação para uma equipe com mais de uma dúzia de integrantes, muitos importados de Cuiabá, especialistas em "tik tok". Além disso, mais que triplicou os valores destinados a comunicação, usados para aquisição de equipamentos de audio e vídeo, drones, edições e captações, além de investir parte considerável na imprensa, via publicidade oficial, onde sempre é exigida de forma contundente e direta, o completo alinhamento, com zero de criticas e 100% de elogios e louvações.

O principal motor da popularidade do atual gestor vem da ampla gama de "influenciadores digitais" a disposição do seus desejos e ordens.

Para os observadores mais atentos, a troca da Agência de Publicidade para cuidar das contas da Prefeitura é extremamente revelador do que se quer fazer no período pré eleitoral. O que foi feito e gasto na disputa pelo controle da AMM é fichinha perto da disposição que se tem para se manter o poder na Prefeitura. É um bonde sem frio, ladeira abaixo.

Além disso, os volumosos recursos institucionais reservados no orçamento do próximo ano, só poderão ser usados em parte de 2024, pois a Lei proíbe a propaganda oficial do executivo e legislativo em boa parte do ano eleitoral. Então, deverá ser usado a cachoeira do periodo permitido para adubar o período da seca e garantir a mídia sempre favorável.

Somados a isso, temos a, em pleno ano eleitoral, "emendas impositivas" que os vereadores, sem cerimônias vão usar para alavancar a candidatura do grupo e suas próprias. São quase R$ 3 milhões só e unicamente com vista as eleições.

O atual Prefeito foi estratégico em cobrir uma das falhas mais gritantes de sua gestão. A completa falta de investimentos no setor de habitação. Vai entregar os mais de 1.600 apartamentos em pleno ano eleitoral. Mais elaborado e estratégico é impossível.

Por outro lado, a oposição, sem nenhum projeto de comunicação sério, oscila entre entregar a disputa para um "estrangeiro" na política local, como o ex-deputado Ulisses Morais ou para o, até aqui, cassado e com direitos politicos suspensos (pode reverter a qualquer momento) ex vereador Adriano Carvalho. Também estão no páreo, nomes de peso do agronegócio como Marcos Bravim, Sérgio Fava, Sérgio Manic e até do ex Prefeito de Campo Verde Dimorvan que como suplente de deputado estadual, pode assumir e se tornar minimamente viável.

Ignorando a comunicação, a oposição corre o risco de repetir 2020, com 10% do eleitorado. A dura lição não foi aprendida. Principalmente porque um projeto de comunicação já passou do tempo. Conquistar corações e mentes para uma eleição requer estratégia e cuidadoso trabalho ao longo de meses. A situação tem seu candidato definido desde 2020. A oposição não faz a menor ideia, faltando menos de 1 ano.

Mas um sombra ronda todo esse processo e pode surgir como novidade. A única sombra que mete medo em gregos e baianos na politica local....Será????




Ely Leal é Jornalista e editor do ELNews




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