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Energia elétrica vira gargalo para expansão do agro em MT, aponta Aprosoja

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    elnewspva
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Segundo o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, a infraestrutura elétrica ainda é um dos principais entraves para o avanço da produção no Estado

A ampliação da rede trifásica, a manutenção das faixas de servidão e a estabilidade da tensão estão entre as principais demandas de produtores rurais levadas pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) à Energisa.

As reivindicações foram reunidas em encontros realizados nos 35 Núcleos da entidade e reforçadas em ofício entregue à concessionária durante reunião na última sexta-feira (14), em Cuiabá.

As demandas fazem parte de uma série de tratativas conduzidas pela Aprosoja MT com a Energisa e o Governo de Mato Grosso. Entre 2025 e 2026, foram realizadas 41 reuniões com produtores de diferentes regiões, que resultaram em mais de 320 demandas. Outros 2.160 registros foram reunidos em 36 grupos de WhatsApp mantidos entre produtores e equipes da concessionária.

Segundo o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, a infraestrutura elétrica ainda é um dos principais entraves para o avanço da produção no Estado, especialmente em atividades que dependem de maior capacidade energética.

“A energia elétrica é um grande gargalo do nosso Estado, principalmente quando pensamos em irrigação e em armazéns. Algumas localidades ainda têm limitação na quantidade de energia disponível e o trifásico não chega a todos os lugares”, afirmou.


Em Paranatinga, rede antiga pesa sobre produtores

Um dos exemplos apontados pela associação está em Paranatinga (a 373 km de Cuiabá), onde parte da rede elétrica foi instalada antes da expansão agrícola das últimas décadas.

Segundo o delegado coordenador do Núcleo local, Jean Marcell Benetti, produtores relatam problemas como postes em más condições, fios em altura inadequada, interrupções frequentes, transformadores com capacidade limitada e falta de rede trifásica na zona rural.

A limitação da rede também encarece novos investimentos. Segundo Benetti, uma propriedade próxima ao município teria de construir cerca de 17 quilômetros de rede trifásica particular para instalar um armazém, com custo estimado em R$ 2 milhões.

Outro problema apontado como urgente é a manutenção das faixas onde passam as redes de energia. A vegetação seca durante o período de estiagem aumenta, segundo os produtores, o risco de incêndios e de ocorrências provocadas pelo contato de fios com árvores.

“A urgência hoje é a limpeza das redes e o reforço da equipe, para ter um atendimento melhor”, afirmou Benetti.


Associação cobra plano de ação

Para o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, houve avanço nas discussões com a concessionária, mas o próximo passo é transformar as demandas levantadas em obras e melhorias efetivas.

“Avançamos no diálogo e no planejamento; precisamos avançar na execução”, afirmou.

A associação também avalia que houve melhora no atendimento a ocorrências emergenciais, como quedas de fios e postes. Para casos recorrentes, como oscilações de tensão ao longo do dia, a entidade cobra maior agilidade.

No documento entregue ao diretor-presidente da Energisa, Marcelo Vinhaes, a Aprosoja MT solicita um plano de ação para as demandas já apresentadas, com prazos e acompanhamento dos resultados.

A entidade também pede um protocolo específico para registrar oscilações de tensão de consumidores do Grupo B e participação na governança do Programa MT Trifásico.

Segundo a associação, a oferta de energia estável e com capacidade suficiente para atender à produção passou a ser uma infraestrutura necessária para a expansão e a competitividade do agronegócio em Mato Grosso.

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