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Vorcaro foi preso porque planejou ações violentas contra "adversários"

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    elnewspva
  • há 43 minutos
  • 2 min de leitura

Num dos casos, em que Vorcaro inclusive deu autorização para que a ação fosse concretizada, pessoas contratadas pelo ex-banqueiro simulariam um assalto contra a vítima e praticariam atos de violência contra ela

A decisão do Ministro André Mendonça (STF) de mandar prender Daniel Vorcaro nesta quarta-feira é resultado de trocas de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro. Foi um pedido de prisão preventiva feito pela PF.

Vorcaro integrava um grupo de WhatsApp batizado de "A turma" em que foram planejadas ações violentas contra pessoas que ele considerava adversários — jornalistas, inclusive.

Num dos casos, em que Vorcaro inclusive deu autorização para que a ação fosse concretizada, pessoas contratadas pelo ex-banqueiro simulariam um assalto contra a vítima e praticariam atos de violência contra ela.

Do grupo "A turma" participavam desde um ex-diretor do BC e um ex-chefe de departamento do BC até um policial civil aposentado, responsável por dar curso a ações milicianas autorizadas por Vorcaro. Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, também fazia parte da "turma".

Zettel foi preso hoje também. Assim como o policial aposentado Marilson Silva e Luiz Phillipi Mourão, responsável por atividades de monitoramento de "adversários" de Vorcaro.

Para a reportagem, uma fonte a par do assunto, suspeita tratar-se de Lauro Jardim, colunista de O Globo.

“Quero mandar dar um pau nele”, disse Vorcaro. “Quebrar todos os dentes. Num assalto.”

Na decisão de Mendonça, que autorizou a operação de prisão de Vorcaro, o nome do repórter está oculto.

De acordo com a PF, “verifica-se a presença de fortes indícios de que Vorcaro determinou a Mourão que forjasse um assalto, ou simulasse cenário semelhante, para prejudicar violentamente o jornalista em questão e, a partir do episódio, calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados”.

Ao descrever a estrutura do grupo investigado, Mendonça afirmou que a PF identificou a atuação de diferentes núcleos responsáveis por frentes específicas de irregularidades.

“Segundo a autoridade policial, o esquema investigado apresenta quatro núcleos principais de atuação:

  1. Núcleo financeiro, responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro;

  2. Núcleo de corrupção institucional, voltado à cooptação de servidores públicos do Banco Central;

  3. Núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com utilização de empresas interpostas;

  4. Núcleo de intimidação e obstrução de justiça, responsável pelo monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades”, disse Mendonça.

No presente caso, o perigo gerado pela manutenção da liberdade irrestrita dos investigados elencados pela autoridade policial revela-se concreto sob múltiplos aspectos. Há, nesse sentido, risco à instrução criminal, diante da rede de influência que os investigados possuem, demonstrando disposição de ocultar bens e de interferir na atividade investigativa. Existe, ademais, a possibilidade de reiteração delitiva ou ocultação patrimonial, considerando o poder econômico demonstrado e a estrutura organizacional apontada. Verifica-se, ainda, a capacidade de influência institucional, em razão da condição pessoal ostentada pelos alvos das medidas, as quais recaem sobre particulares e agentes públicos com trânsito em órgãos e entidades públicas relacionadas aos fatos”, disse Mendonça, na decisão.

Os agentes federais cumpriram quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão. Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e de sequestro e de bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões.

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