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Super El Niño favorece formação simultânea de três furacões no Pacífico

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    elnewspva
  • há 10 horas
  • 3 min de leitura

O fenômeno começou quando o oceano já apresentava temperaturas da superfície consideravelmente elevadas

A presença de um Super El Niño, fenômeno natural associado ao aumento das temperaturas da superfície do oceano, causou a formação simultânea de três furacões no Pacífico neste início de setembro.

Previsões, de acordo com a Sky News, revelam que o episódio deste ano deve ganhar força nos próximos meses e permanecer ativo até fevereiro de 2027.

Segundo a Organização das Nações Unidas, porém, trata-se de um evento excepcional, descrito como uma versão ampliada do fenômeno.

O El Niño costuma aparecer de maneira irregular, em intervalos de dois a sete anos, e normalmente permanece por nove a 12 meses.

A atual projeção, porém, mostra uma intensidade incomum.

Sinal disso foi a sequência de furacões registrada no Pacífico. O furacão Lowell, que poderia atingir o Havaí durante o fim de semana, chegou à categoria 5, o nível máximo da escala, na quarta-feira. Depois, perdeu força e passou à categoria 3.

O Karina também apresentou enfraquecimento. O sistema caiu da categoria 3 para a 2 a leste das ilhas havaianas e, de acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, a tendência era de nova redução de intensidade nas 48 horas seguintes.

Já o Marie seguia em sentido oposto. Localizado a cerca de 400 milhas, ou aproximadamente 640 quilômetros, da costa da península mexicana da Baixa Califórnia, o furacão estava ganhando força.

A atividade no Pacífico ocorre em meio a projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) e de outras instituições para um El Niño excepcionalmente intenso.

. A possibilidade de um chamado Super El Niño está associada a temperaturas do oceano pelo menos 2°C superiores à média.

Os furacões se formam quando o oceano está muito quente, situação causada também pelo El Niño, e fornece calor e umidade para a atmosfera.

O ar úmido sobe, libera calor ao formar nuvens e reduz a pressão atmosférica.

Uma perturbação inicial e a rotação da Terra organizam esse movimento em espiral. Se os ventos em altitude não forem fortes o suficiente para desestruturar o sistema, ele pode se intensificar.


Causas do Super El Niño

Uma previsão divulgada pela NOAA no mês passado estimou em 69% a probabilidade de o episódio se tornar o El Niño mais forte já registrado.

O fenômeno começou quando o Pacífico já apresentava temperaturas da superfície consideravelmente elevadas.

Pesquisadores acompanham desde 2025 uma extensa onda de calor marinha, caracterizada por um período prolongado de temperaturas oceânicas anormalmente altas.

Daniel Gilford, meteorologista do Climate Central, afirmou que estudos preliminares realizados pelo grupo indicam que cerca de 94% do Pacífico apresentou condições de onda de calor desde janeiro. Em algumas áreas, as temperaturas já estavam até 2°C acima do padrão normal.

“Temperaturas em todo o oceano Pacífico estão elevadas, e certamente observamos isso na área por onde esses furacões e ciclones tropicais estão passando.”

Além de contribuir para a elevação das temperaturas globais, o El Niño tende a intensificar o aquecimento associado às mudanças climáticas e pode aumentar a probabilidade de ocorrência de eventos meteorológicos extremos.

No caso do Marie, o Centro Nacional de Furacões também alertou para a possibilidade de ondas fortes atingirem trechos do litoral sudoeste do México e da Baixa Califórnia ao longo do fim de semana. Os efeitos poderiam alcançar ainda o sul da Califórnia.

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