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Servidora é vítima de racismo em posto de saúde de MT: "Não aceito ser atendida por pessoa preta"

  • Foto do escritor: elnewspva
    elnewspva
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

De acordo com o relato registrado pela equipe da unidade, uma mulher procurou o setor administrativo em busca de informações sobre retorno de consulta

Uma servidora da saúde foi vítima de racismo na manhã da última terça-feira (3) na unidade Estratégia de Saúde da Família (ESF), localizada na zona rural de Primavera do Leste. Uma usuária teria se recusado a ser atendida pela profissional por sua cor de pele.

De acordo com o relato registrado pela equipe da unidade, uma mulher procurou o setor administrativo em busca de informações sobre retorno de consulta. Ao ser atendida de forma respeitosa por uma servidora do local, a usuária interrompeu a orientação e declarou que "não aceitava ser atendida por uma pessoa preta", recusando-se a receber o atendimento da profissional.

A situação, segundo a prefeitura, foi presenciada por outras pessoas que se encontravam no local.

Diante da gravidade do ocorrido, a coordenação da unidade interveio imediatamente, orientando a usuária quanto à necessidade de tratar os servidores públicos com respeito e urbanidade.

Ainda assim, a paciente manteve comportamento desrespeitoso, ocasionando tumulto no ambiente e chegando a proferir ameaças contra outros colaboradores da unidade.

Em razão dos fatos, a servidora registrou boletim de ocorrência, para que o caso seja devidamente apurado pelas autoridades competentes e para que sejam adotadas as providências legais cabíveis.

Em nota, a Prefeitura de Primavera do Leste reafirma que “não tolera e jamais tolerará qualquer forma de racismo, discriminação ou violência contra seus servidores ou contra qualquer cidadão”. 

“Condutas dessa natureza afrontam os princípios fundamentais de respeito, dignidade da pessoa humana e igualdade, valores que devem nortear a convivência em sociedade e a prestação do serviço público”.


Crime de racismo

A Administração Municipal destacou ainda que o racismo constitui crime previsto na legislação brasileira, tipificado pela Lei nº 7.716/1989, com as alterações promovidas pela Lei nº 14.532/2023, sendo conduta grave que não encontra qualquer tolerância no ordenamento jurídico.


Apoio à servidora

A Prefeitura manifestou solidariedade e apoio à servidora, bem como a todos os profissionais da rede pública de saúde que, diariamente, se dedicam ao atendimento da população.

O município informou ainda que acompanhará o caso e prestará todo o apoio institucional necessário à funcionária, reafirmando o compromisso com um ambiente de trabalho seguro, respeitoso e livre de qualquer forma de discriminação. “Racismo é crime e não será tolerado”, diz a prefeitura. 





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