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Reinaldo “Rei do Porco” é confirmado vice de Wellington Fagundes

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    elnewspva
  • há 16 horas
  • 3 min de leitura

Reinaldo é empresário do agronegócio e ficou conhecido em Mato Grosso pelo apelido de “Rei do Porco”, por sua atuação na suinocultura. Também ganhou projeção entre bolsonaristas após aparecer, em 2024, em um vídeo fazendo uma oração e passando óleo ungido nos pés de Jair Bolsonaro

O empresário Reinaldo Morais (Novo), conhecido como “Rei do Porco”, foi confirmado como candidato a vice-governador na chapa de Wellington Fagundes (PL), nesta quinta-feira (13).

Ele entra no lugar do médico Alencar Farina (PL), que deixou a composição após pareceres jurídicos apontarem risco de inelegibilidade por não ter se desincompatibilizado a tempo de contratos mantidos com o poder público.

Conforme o JORNAL ELNEWS já havia antecipado na segunda-feira(10) a escolha de Reinaldo encerra uma sequência de mudanças na vice de Wellington e ocorre depois de uma pressão de lideranças nacionais sobre a composição.

O presidente estadual do PL, Ananias Filho, admitiu nesta quinta que a definição passou a sofrer interferência externa quando Marcelo Maluf (Novo) estava praticamente escolhido e classificou como “abrupta” a entrada de atores nacionais nas negociações.

Nos bastidores, o nome de Reinaldo vinha sendo tratado como uma indicação ligada ao casal Jair e Michelle Bolsonaro. O entorno bolsonarista via a escolha como forma de reaproximar Wellington da ala mais fiel ao ex-presidente depois do desgaste provocado pela aliança com o MDB e pelas sucessivas trocas na composição.

Reinaldo é empresário do agronegócio e ficou conhecido em Mato Grosso pelo apelido de “Rei do Porco”, por sua atuação na suinocultura. Também ganhou projeção entre bolsonaristas após aparecer, em 2024, em um vídeo fazendo uma oração e passando óleo ungido nos pés de Jair Bolsonaro durante visita do ex-presidente a Mato Grosso.

Ele já disputou o Senado na eleição suplementar de 2020 e, em 2022, participou de articulações políticas ligadas ao bolsonarismo no Estado.


Farina aponta risco jurídico

Na coletiva desta quinta, Farina explicou que aceitou inicialmente o convite de Wellington, mas alertou desde o início sobre sua situação profissional.

“Ele me ligou na semana passada e falou: ‘Farina, você vai ser meu vice’. Eu respondi: ‘Wellington, eu tenho alguns problemas para resolver. Além de médico do SUS e concursado aqui em Várzea Grande, sou empresário e proprietário do Hospital Santa Rita de Várzea Grande’.”

Segundo ele, as equipes jurídicas nacional e regional analisaram o caso até o último domingo e concluíram que sua permanência poderia gerar problemas no registro.

“Começamos a nos reunir com o jurídico. Tentamos resolver até este domingo, quando tivemos um parecer final do jurídico nacional e do nosso jurídico regional sobre as dificuldades. Nós poderíamos ir, mas teríamos problemas jurídicos.”

A explicação apresentada pelo grupo é que Farina possui contratos de prestação de serviços com a saúde pública e não se desincompatibilizou dentro do prazo exigido.

“O fato de não ter ocorrido a desincompatibilização poderia levar à inelegibilidade de toda a chapa”, afirmou Wellington.


Farina sugeriu Reinaldo

Farina disse que, diante do risco jurídico, ele próprio defendeu o nome de Reinaldo.

“Como havia a possibilidade do Reinaldo Morais, eu disse: ‘Poxa, excelente nome. Ele traz o Novo, que já está conosco, e a chapa fica ainda mais reforçada, especialmente após aquele problema com o Marcelo’.”

Segundo ele, Wellington concordou imediatamente com a mudança.

“Ele concordou: ‘Então vamos em frente, nós temos que ganhar a eleição e pronto’.”

A entrada de Reinaldo mantém o Novo na cabeça da chapa, apesar da saída de Marcelo Maluf, e reforça a ligação da composição com o núcleo bolsonarista.


Terceiro nome em poucos dias

Inicialmente, Marcelo Maluf foi apresentado como escolhido pelo Novo e chegou a tratar publicamente a composição como irreversível. Depois, Wellington mudou a indicação e colocou Alencar Farina na vaga.

Maluf reagiu acusando Wellington e o PL de descumprirem um compromisso político que, segundo ele, havia sido construído e formalizado entre os partidos.

A crise aumentou depois da entrada de lideranças nacionais na negociação. Ananias reconheceu que o processo sofreu uma mudança “abrupta” justamente quando Maluf estava praticamente definido.

Farina, por sua vez, acabou saindo por uma razão jurídica, abrindo espaço para Reinaldo, que já vinha sendo defendido por Michelle Bolsonaro.

Com Reinaldo confirmado, Wellington fecha a composição com PL, MDB, PRD e Novo reunidos na coligação e chega à reta final antes do início oficial da campanha com um vice identificado diretamente com o bolsonarismo.






fonte: redação com ohardireto

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