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Prefeito de Campo Verde é alvo de operação e afirma que colabora com investigações

  • Foto do escritor: elnewspva
    elnewspva
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Ainda segundo ele, o afastamento de servidores “é normal”

O prefeito do município de Campo Verde, Alexandre Lopes (União), um dos principais alvos da Operação Gomorra, que apura supostas fraudes em licitações, declarou que a prefeitura corrobora com as investigações do Ministério Público (MPMT) e minimizou os afastamentos dos servidores municipais, incluindo seu próprio secretário de obras, afirmando que a prática é normal para o andamento das investigações.

A operação Gomorra, que entrou em sua segunda fase nesta quarta-feira (1°), cumpriu, por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), mandados de busca e apreensão no prédio da prefeitura de Campo Verde, na sede da secretaria de obras, na casa dos servidores e, em Cuiabá, realizou buscas e apreensões nas dependências de uma empresa e em uma residência da capital.

Em entrevista à imprensa, o prefeito explicou que tudo começou com um pedido do Tribunal de Contas do Estado (TCE) aos controles internos de várias prefeituras ao redor do estado, incluindo Campo Verde, para que fossem repassadas informações referentes a uma operação de 2024, na qual várias prefeituras aderiram a assinatura de uma ata para arrecadação de maquinário junto a uma empresa.

O prefeito explicou que agora, de posse desses documentos entregues pelos órgãos de controle interno do município, o Ministério Público cumpre esses mandados para que cada etapa do processo se cumpra.

“Isso aí ocorreu e irá ocorrer em dezenas, centenas de prefeituras, porque, coincidentemente, naquele período em que houve a adesão de atas, todas essas aí, considerando o instrumento moderno e mais eficaz, aderiram. Então agora cabe ao Ministério Público pegar esses documentos que a própria prefeitura levantou e encaminhou por parte do controle interno”, declarou.

Apesar dos afastamentos de três servidores e do secretário de obras do município, o prefeito não foi afastado do cargo e, na entrevista concedida à imprensa local,

Alexandre declarou que a prática de afastamento dos servidores durante operações é normal. O próprio prefeito revelou que todos os afastados também pertencem à secretaria de obras.

“Normalmente, toda ação dessa, os servidores envolvidos, eles são afastados. Assim também fizemos em outras ocasiões. Então é uma decisão que cabe à Justiça e é da secretaria de obras. Como foi feito também diante de outras pastas com outros servidores. Isso aí é um ato até, vamos dizer, normal pelo desdobramento. Quando você está analisando aquilo, o servidor automaticamente é afastado, de alguma maneira.”, finalizou.


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