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PF rejeita proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro

  • Foto do escritor: elnewspva
    elnewspva
  • há 13 horas
  • 2 min de leitura

Esperança agora do banqueiro está nas negociações com a Procuradoria-Geral da República

A Polícia Federal (PF) rejeitou, na noite desta quarta-feira, 20, de forma oficial, a delação de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Apesar disso, o banqueiro ainda mantém tratativas com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em busca de um acordo.

Integrantes da Polícia Federal avaliaram que o material apresentado por Vorcaro é frágil e boa parte da proposta da delação já foi alvo de análise direta dos integrantes do órgão. A resposta da PF para a proposta de delação do banqueiro foi entregue formalmente aos advogados de Vorcaro na noite desta quarta.

Além disso, integrantes da PF que acompanham o caso avaliam que Vorcaro errou ao tentar fazer uma espécie de ‘delação seletiva’. Nas tratativas iniciais, por exemplo, o banqueiro não falou, por exemplo, sobre pagamentos para o filme “Dark Horse”, por meio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou sobre o custeio da mesada ao presidente do PP, senador Ciro Nogueira.

Preso preventivamente desde 4 de março de 2026 no âmbito da Operação Compliance Zero, Vorcaro foi retirado, na segunda-feira última, 18, de acomodação especial na Superintendência da PF Brasília e passou a ocupar uma cela destinada a presos em trânsito na mesma unidade.

A PF afirmou que seguia apenas normas internas de custódia, mas a defesa de Vorcaro viu no gesto o primeiro indicativo de que os agentes não aceitariam a delação do banqueiro.

Até a transferência, Vorcaro ocupava uma sala especial dentro da Superintendência — o mesmo espaço utilizado anteriormente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante período de detenção na corporação.

Além da mudança de cela, a PF endureceu as condições de acesso dos advogados ao preso. As visitas passaram a obedecer a horários específicos e controles mais rígidos definidos pela custódia da corporação.

A Operação Compliance Zero, que motivou a prisão, apura suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas envolvendo o Banco Master.

Vorcaro foi levado para a capital federal dois dias após a segunda prisão preventiva, em 6 de março, e permanece sob custódia da PF desde então.


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