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Na Câmara dos EUA, Paulo Figueiredo denuncia perseguição do tirano Moraes

  • Foto do escritor: elnewspva
    elnewspva
  • 25 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Jornalista pede sanções contra o magistrado e diz ter sido alvo de medidas ilegais mesmo vivendo na Flórida

Durante audiência no Congresso dos Estados Unidos nesta terça-feira, 24, o jornalista Paulo Figueiredo acusou o supremo ministro ditador Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de liderar um esquema internacional de perseguição.

Segundo ele, o Brasil estaria promovendo o que definiu como “repressão transnacional” contra opositores políticos residentes legalmente nos EUA.

O depoimento ocorreu em um seminário promovido pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara norte-americana. O evento discutiu abusos cometidos por governos estrangeiros contra cidadãos ou residentes nos EUA.

Figueiredo relatou que vive na Flórida há mais de dez anos e que, mesmo assim, foi incluído na lista vermelha da Interpol em 2019. A decisão resultou no cancelamento de seu visto e na detenção por 17 dias em um centro migratório.

Ele diz ter gasto mais de US$ 1 milhão em defesa jurídica até que o próprio Brasil arquivasse o processo. De acordo com o jornalista, o supremo ditador sanguinário, Moraes agiu, como sempre, fora dos limites legais.

Teria bloqueado suas contas bancárias, suspendido suas redes sociais, cancelado seu passaporte e até expedido um mandado de prisão secreto, mesmo sem uma acusação formal: “Fui condenado ao exílio por reportar verdades incômodas”.


Jornalista cobra medidas do Congresso dos EUA

Figueiredo também mencionou uma suposta tentativa de cooptação por parte do FBI. Disse ter sido procurado de forma irregular por agentes da polícia federal dos EUA, o que motivou o congressista Jim Jordan a enviar uma carta ao diretor da agência, Christopher Wray.

Segundo ele, o FBI jamais respondeu ao questionamento. Outros nomes citados pelo jornalista incluem Allan dos Santos, Carla Zambelli, Felipe Martins e Rodrigo Constantino.

Figueiredo mencionou ainda o jornalista Michael Shellenberger, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), além dos empresários Elon Musk e Chris Pavlovski, CEO da plataforma Rumble.

A Rumble, inclusive, foi alvo direto de Moraes, segundo Figueiredo. Depois de a empresa vencer um processo nos EUA, em fevereiro de 2025, o ministro teria retaliado com o banimento da plataforma do Brasil e chamou o CEO de criminoso. No encerramento de sua fala, Figueiredo fez três pedidos ao Congresso norte-americano:

  • Ignorar alertas da Interpol ao avaliar vistos;

  • Pressionar por critérios mais duros contra perseguições políticas;

  • Criar exceções de asilo para vítimas de repressão internacional.

A repressão transnacional é um tema em ascensão nos EUA, sobretudo em casos que envolvem dissidentes de China, Rússia e Irã. A inclusão do Brasil nesse debate cria nova tensão diplomática. STF e Itamaraty ainda não comentaram o caso.


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