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Max admite cenário indefinido e diz que convenção do União destravará eleição

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  • há 1 hora
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Caso Jayme confirme a candidatura, a avaliação de Max é de que a disputa ganha novo contorno, com possibilidade de um segundo turno inédito para o Governo de Mato Grosso

O presidente regional do Podemos, deputado estadual Max Russi, afirmou que a convenção do União Brasil, marcada para a tarde desta quinta-feira (30), será o principal marco para a definição do cenário eleitoral em Mato Grosso.

Segundo ele, a decisão da sigla sobre lançar ou não a candidatura do senador Jayme Campos ao Governo do Estado definirá o número de postulantes ao Palácio Paiaguás e a formação dos palanques para a disputa.

Em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (29), Max disse que o quadro eleitoral segue indefinido e classificou a convenção do União como a mais aguardada entre os partidos mato-grossenses. "É difícil fazer uma aposta. Podemos ter mais uma candidatura forte ao governo, podemos não ter. O cenário eleitoral está bem nebuloso e o prazo final está acabando. Dia 5 é o último dia", afirmou.

Caso Jayme confirme a candidatura, a avaliação de Max é de que a disputa ganha novo contorno, com possibilidade de um segundo turno inédito para o Governo de Mato Grosso.

Na leitura do parlamentar, a entrada do senador na corrida também altera a correlação de forças e reduz o espaço dos projetos do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e do senador Wellington Fagundes (PL).

Questionado se uma eventual desistência de Jayme beneficiaria Wellington, principal nome de oposição ao grupo liderado pelo governador e pelo ex-governador Mauro Mendes (União), Max evitou fazer uma relação direta. "Na política, nem sempre um mais um são dois", resumiu.


Processo em duas etapas

A definição do União Brasil, no entanto, não encerra o processo. Caso a convenção aprove a candidatura de Jayme, a decisão ainda dependerá da Federação União Progressista.

Como União Brasil e PP integram a mesma federação, a divergência entre as duas legendas precisará ser analisada pelo diretório regional, que reúne maioria favorável ao projeto de Pivetta. Em seguida, a decisão ainda deverá passar pela direção nacional da federação.

Enquanto aguarda o desfecho das negociações, o Podemos pretende manter aberta sua convenção estadual, marcada para o dia 4 de agosto.

Segundo Max, a tendência é que a ata permaneça aberta para que a executiva estadual conclua as composições no último dia do prazo legal, em 5 de agosto.

"A tendência é essa. Se não chegarmos ao dia 4 com tudo definido, vamos deixar a cargo da executiva o fechamento da coligação no dia 5", explicou.

O presidente do Podemos afirmou ainda que o partido está preparado para participar de uma eventual chapa majoritária, indicando candidato a vice-governador ou suplentes ao Senado, embora tenha reforçado que essa não é a prioridade da legenda.

"Nós temos vários nomes que podem compor chapa ou suplência tranquilamente. Mas a prioridade do Podemos é eleger pelo menos seis deputados estaduais e pelo menos um deputado federal. Se houver espaço para um nome do partido somar em uma chapa, estaremos à disposição, mas essa não é a nossa principal disputa", concluiu.

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