top of page

Últimas Notícias

Marco Aurélio Mello se arrepende de ter apoiado indicação de Moraes ao STF

  • Foto do escritor: elnewspva
    elnewspva
  • há 11 horas
  • 3 min de leitura

Ministro aposentado classificou como ‘seriíssimos’ os fatos revelados no caso Master e afirmou que o magistrado ‘vem errando a mão’

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello afirmou, neste sábado, 5, que se arrepende de ter apoiado a indicação de Alexandre de Moraes para a Corte.

Ele deu a declaração depois de a imprensa divulgar mensagens entre o magistrado e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

“Se arrependimento matasse, eu não estaria aqui hoje conversando com vocês”, disse Marco Aurélio em entrevista à CNN Brasil. Segundo o ex-ministro, os fatos que vieram à tona são “seriíssimos”, e Moraes “vem errando a mão”.

Marco Aurélio recordou que defendeu o nome de Moraes depois da morte do ministro Teori Zavascki, em um acidente aéreo, em janeiro de 2017.

Na época, o agora ministro aposentado destacou a trajetória de Moraes como professor universitário, promotor de Justiça, secretário municipal e secretário de Segurança Pública de São Paulo.

Moraes foi indicado pelo então presidente Michel Temer em 6 de fevereiro de 2017 para ocupar a cadeira deixada por Teori. Depois de uma sabatina de quase 12 horas, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou a indicação por 19 votos a 7.

O plenário confirmou o nome por 55 votos a 13 em 22 de fevereiro. Moraes tomou posse no STF um mês depois.


Marco Aurélio Mello defende atuação de Mendonça

O ministro aposentado também apoiou a condução de André Mendonça nas investigações sobre o Banco Master. O relator retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que reúne informações sobre contatos de Vorcaro com Moraes e outras autoridades.

“Penso que está havendo uma inversão de valores”, afirmou Marco Aurélio. “O ministro André Mendonça se defrontou com um relatório da Polícia Federal e procedeu como deveria, encaminhando à Procuradoria-Geral da República.”

De acordo com a PF, os registros analisados abrangem encontros realizados entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025. O material menciona um jantar entre Moraes e Vorcaro, acompanhado das respectivas mulheres, além de outros encontros relatados pelo banqueiro em conversas com pessoas próximas.

A corporação também recuperou textos escritos por Vorcaro no bloco de notas do celular. Conforme os investigadores, o banqueiro fazia capturas de tela e as enviava pelo WhatsApp como mensagens de visualização única.

Entre os registros está uma consulta sobre a possibilidade de deixar o Brasil antes de sua prisão, em novembro de 2025.


Crítica à posição da PGR

Marco Aurélio também contestou o parecer em que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a nulidade do relatório da PF. Para Gonet, a apuração não poderia ter avançado da maneira como foi conduzida sem uma provocação do Ministério Público.

A PGR questionou ainda o tratamento dado a informações envolvendo autoridades com foro no Supremo.

O ministro aposentado afirmou ter ficado “atônito” com o pedido. Na avaliação dele, Gonet deveria ter encaminhado o caso a um substituto, pois o próprio procurador-geral é mencionado no material.

Depois da divulgação do relatório, Moraes encaminhou ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin, outros documentos da PF com acusações contra Mendonça.

O ministro apontou possíveis atos de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução das investigações.

Fachin determinou que o material fosse retirado do Inquérito das Fake News e transferido para a Petição 16.704, sob responsabilidade da Presidência do Supremo. A PGR terá cinco dias úteis para se manifestar sobre a admissibilidade das acusações.

Em seguida, Mendonça poderá responder no mesmo prazo.


Comentários


bottom of page