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Maluf durou 'três horas' como vice; acabou trocado por Farina em ata do PL

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    elnewspva
  • há 40 minutos
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A mudança promovida de forma unilateral pelo PL consolidou uma reviravolta que começou ainda durante as negociações entre os partidos

A chapa de Wellington Fagundes (PL) teve duas definições diferentes para a vice em um intervalo de pouco mais de três horas na noite de quinta-feira (6).

O Partido Novo, entidade coligada com o PL, registrou às 19h37 uma ata com Marcelo Maluf (Novo) na vaga.

No entanto, às 22h55, o PL apresentou uma nova composição à Justiça Eleitoral e confirmou Alencar Farina (PL) como candidato a vice-governador, sem sequer citar o empresário até então tido como colega de chapa de Fagundes.

O documento do Novo registra que a legenda havia aprovado Maluf para ser vice de Wellington. Na relação consolidada da convenção, o nome do empresário aparece expressamente como candidato a vice-governador.

O mesmo documento registra, além de Wellington como candidato ao Governo, as candidaturas ao Senado de José Medeiros (PL) e Janaina Riva (MDB).

A ata também mostra que Maluf constava formalmente no sistema como candidato ao cargo de vice-governador e que concorreria coligado.

A mudança promovida de forma unilateral pelo PL consolidou uma reviravolta que começou ainda durante as negociações entre os partidos.

Até então, Maluf era tratado como nome fechado para a vaga e havia afirmado publicamente, após a convenção do Novo, que a composição estava definida.

“Martelo batido, prego batido e ponta virada”, afirmou o empresário ao ser questionado sobre a confirmação da candidatura.

Maluf também declarou que PL, MDB e Novo haviam chegado a um entendimento para disputar juntos as eleições e que a composição havia sido discutida entre as direções partidárias.

“A nossa coligação com o PL e o MDB é uma realidade. Foi bem discutida hoje pela manhã. Discutimos bastante e chegamos ao consenso de que faremos uma chapa vitoriosa”, disse.

A vaga de vice permaneceu aberta durante parte das articulações porque o grupo de Wellington negociava uma possível adesão do Podemos.

O partido comandado em Mato Grosso pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, acabou optando pela coligação do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Com o Podemos fora das negociações com Wellington, Maluf passou a ser tratado como o nome definitivo para a vice.

A ata do partido, no entanto, havia delegado à Comissão Executiva Estadual poderes para deliberar sobre coligações, definir integrantes da chapa majoritária e promover substituições de candidaturas quando necessário.


Reação

O empresário Marcelo Maluf partiu para o ataque contra Wellington Fagundes após ser retirado da vaga de vice-governador.

Em nota, afirmou que o senador e o PL demonstraram dificuldade em cumprir a palavra e acusou os antigos aliados de contribuírem para “apodrecer a boa política” e que o senador não pode pedir a confiança dos eleitores se não consegue cumprir acordos feitos em casa.

“Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios — o que só contribui para apodrecer a boa política”, afirmou, em nota publicada nesta sexta-feira (7).

“Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado.” E foi além: “Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa.”

Maluf classificou a retirada como uma “falta de respeito não apenas pessoal, mas política” e afirmou que a decisão atingiu um projeto que já mobilizava pessoas, estratégias e estrutura de campanha. “Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.”

Maluf afirma que não recebeu apenas um convite informal. Segundo ele, a indicação para vice foi negociada, assumida pelas siglas e formalizada dentro do processo partidário.

“A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.”

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