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Luta Contra a Violência Doméstica: Ligi Almeida defende ações práticas e contraria a misoginia em Primavera

Foto do escritor: elnewspva
elnewspva
há 6 minutos
3 min de leitura

VEJA O VÍDEO - Mesmo sem ocupar nenhum cargo público, Ligi Almeida provou sua capacidade de articulação política e compromisso direto com as mulheres de Primavera

Mato Grosso registrou 53 feminicídios em 2025, um aumento de 13% em relação ao ano anterior. O dado alarmante do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) escancara a urgência de políticas de segurança pública efetivas, em um cenário onde mais de 79% das vítimas foram mortas por parceiros ou ex-companheiros, a maioria dentro de casa.

Diante desta crise civilizatória, a jornalista e candidata a deputada estadual Ligi Almeida (PSDB) desponta como uma força de oposição a medidas meramente simbólicas, cobrando rigor policial e denunciando o machismo institucionalizado que ainda tenta invisibilizar o protagonismo feminino na segurança pública.


Eficácia Prática vs. Medidas Simbólicas

Para Ligi Almeida, o combate ao feminicídio não se faz com soluções paliativas e de caráter puramente estético.

  • O problema do "Banco Vermelho": Iniciativas de conscientização visual, como pintar bancos públicos de vermelho, possuem pouca eficácia prática na contenção de agressões iminentes.

  • A solução real: O verdadeiro impacto positivo advém da ação pronta, firme e equipada da autoridade policial na ponta, interrompendo o ciclo de abusos antes que ele se torne letal.

  • Aumento da violência: Os casos de violência psicológica em Mato Grosso subiram impressionantes 70,3%, e as tentativas de feminicídio saltaram de 171 para 241 no estado, provando que o crime avança e exige respostas ostensivas imediatas.

Propostas de Ligi Almeida para Fortalecer a Segurança das Mulheres

Como deputada estadual, Ligi Almeida planeja transformar a indignação em leis e investimentos reais. Suas propostas focam em retirar o combate à violência do papel e levá-lo para as ruas:

  • Ampliação do Patrulhamento Maria da Penha: Garantir recursos orçamentários para estender o modelo de viaturas exclusivas — como a conquistada para Primavera do Leste — para todos os polos e municípios de Mato Grosso.

  • Delegacias Especializadas 24 Horas: Lutar pela interiorização e funcionamento ininterrupto (24h, inclusive nos finais de semana e feriados) das Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher (DDM).

  • Monitoramento Eletrônico Rigoroso: Propor o endurecimento e a fiscalização em tempo real de agressores com medidas protetivas, utilizando tornozeleiras integradas a alertas imediatos no celular da vítima.

  • Capacitação Antimisógina nas Forças de Segurança: Criar diretrizes estaduais para treinamento contínuo de policiais, combatendo o preconceito institucional e garantindo um atendimento humanizado, livre de julgamentos à vítima.


A Conquista de Ligi Almeida em Primavera do Leste

Mesmo sem ocupar nenhum cargo público, Ligi Almeida provou sua capacidade de articulação política e compromisso direto com as mulheres de Primavera do Leste.

Através de uma parceria direta com a deputada federal Gisela Simona (União), Ligi conseguiu a destinação de uma viatura exclusiva para o atendimento de casos de violência doméstica no município.

A entrega oficial do veículo ocorreu em Junho, e até meados de setembro, nenhuma ação foi feita para valorizar a conquista de uma mulher da cidade e cujo trabalho vem representando um reforço estrutural histórico para a proteção das cidadãs primaverenses.


O Pacto do Silêncio: A Misoginia Institucionalizada dos Poderes

Apesar do avanço prático incontestável gerado pela viatura, a conquista de uma mulher sem cargo eletivo acendeu o pior do preconceito nos bastidores do poder local. O silêncio coordenado das autoridades locais revela uma barreira institucional contra a liderança feminina:

  • O Boicote da Polícia Militar: O comando do 11º Comando Regional da Polícia Militar recebeu o veículo e não realizou qualquer agradecimento público à candidata. Por misoginia, o comandante se recusa a citar o nome da jornalista, tentando apagar o crédito de quem articulou o benefício.

  • O Menosprezo do Executivo: O Prefeito de Primavera do Leste também se omitiu, recusando-se a assumir qualquer ação pública de reconhecimento ao feito. A postura demonstra um claro menosprezo pelo papel de Ligi Almeida como uma liderança legítima e influente na comunidade.

  • A Omissão do Legislativo: O Presidente da Câmara Municipal endossou o boicote ao se negar frontalmente a gravar um vídeo institucional ou de apoio reconhecendo a conquista que beneficia diretamente as eleitoras da cidade.


A Falácia Eleitoral e a Luta Real

Esse cenário escancara que a luta contra o preconceito de gênero está longe de ser superada: ela está institucionalizada nos Três Poderes locais e nas forças de segurança.

Enquanto discursos de proteção à mulher viram falácia conveniente durante os períodos eleitorais, a prática demonstra a união de homens em cargos de destaque para silenciar, apagar e boicotar o mérito de uma mulher corajosa.

Ligi Almeida reafirma que sua atuação na Assembleia Legislativa não será apenas para enviar viaturas, mas para quebrar as estruturas machistas que tentam blindar os espaços de decisão e calar as mulheres que trabalham de verdade pela segurança do povo.






Redação - Ely Leal


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