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Ligi Almeida propõe plano de 3 fases para revolucionar a saúde de Primavera do Leste e região

Foto do escritor: elnewspva
elnewspva
há 14 horas
3 min de leitura

Propostas da candidata tem a finalidade de auxiliar a gestão em setor crítico. Com uma população que já supera os 100 mil habitantes — e liderando uma região polo com mais de 180 mil pessoas —, a cidade enfrenta o colapso de sua única Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que registra uma média avassaladora de 600 atendimentos diários

Para responder a esse desafio, a candidata a deputada estadual Ligi Almeida (PSDB) apresenta um plano de ação estratégico dividido em três fases complementares.

A proposta é ação de atuação na Assembléia para a candidata, com o spés no chão, mas como prioridade. O objetivo central é descentralizar o atendimento emergencial, otimizar os leitos hospitalares existentes e dar um basta definitivo na prática da "ambulância-terapia" — a perigosa e desgastante dependência de transferir pacientes para Cuiabá ou Rondonópolis por falta de infraestrutura local.

Abaixo, apresentamos a reportagem completa detalhando o plano de governo de Ligi Almeida, acompanhada de análises de impacto e projeções para os quatro anos de mandato na Assembleia Legislativa.


O Diagnóstico do Gargalo: 600 Atendimentos/Dia em uma Única UPA

Atualmente, a centralização do atendimento de urgência e emergência sobrecarrega as equipes de saúde e eleva o tempo de espera da população.

O gráfico abaixo ilustra o plano de descentralização proposto por Ligi Almeida para redirecionar esse fluxo massivo em três níveis de complexidade:


Projeção de Impacto: Fluxo Diário de Atendimentos de Urgência


Primavera do Leste cresceu em ritmo acelerado, tornando-se uma potência do agronegócio e atraindo milhares de novos moradores.

No entanto, a infraestrutura hospitalar pública não acompanhou esse boom demográfico. Com apenas uma UPA centralizando toda a demanda de urgência, o sistema opera constantemente acima do limite, gerando longas horas de espera e sobrecarga nos profissionais de saúde.

A atenção básica municipal receberá o reforço das Unidades Básicas de Saúde (UBS) anunciadas pelo governador Otaviano Pivetta, focando na prevenção.

Contudo, o verdadeiro ponto crítico reside na média e alta complexidade. É exatamente neste gargalo que o plano de Ligi Almeida atua.


Parceria SUS com Hospitais Locais

A primeira medida, de caráter imediato, visa firmar convênios com os dois hospitais privados/fundações já estabelecidos na cidade: o Hospital Santa Maria e o Hospital de Clínicas de Primavera (HCP).

  • Ação: Implantar um Pronto-Socorro referenciado pelo SUS dentro destas duas estruturas.

  • Impacto Direto: Caso o paciente dê entrada na urgência e necessite de internação, ele será transferido imediatamente para as vagas de enfermaria ou UTI do próprio hospital onde já está sendo atendido.

  • Objetivo: Reduzir drasticamente o "tempo de gaveta" (espera por regulação de leitos) e dividir os 600 atendimentos diários que hoje sufocam a UPA.


Proposta 2 (Médio Prazo): Segunda UPA e SAMU na Região Leste

A expansão urbana de Primavera do Leste isolou geograficamente grandes aglomerados populacionais dos serviços de emergência.

  • Ação: Construção de uma nova UPA 24h integrada a uma base do SAMU na região dos bairros Primavera III e Buritis.

  • Público-alvo: Atendimento direto a mais de 25 mil pessoas que residem nesta localidade.

  • Objetivo: Descentralizar o socorro médico. Moradores da grande região do Primavera III não precisarão mais cruzar a cidade para receber os primeiros socorros em casos graves, como infartos ou acidentes automobilísticos.


Proposta 3 (Longo Prazo / Bandeira Política): O Hospital Regional e o Fim da "Ambulância-Terapia"

Historicamente, o Governo do Estado reluta em construir um Hospital Regional em Primavera do Leste, utilizando o argumento técnico de que a cidade está próxima de dois grandes centros de referência: Rondonópolis (120 km) e Cuiabá (235 km).

Ligi Almeida contesta veementemente essa visão, classificando-a como a institucionalização da "ambulância-terapia" — a prática de colocar pacientes graves em rodovias, gerando riscos de óbito no trajeto e desgaste emocional para as famílias.

"Uma cidade polo regional com mais de 100 mil habitantes não pode aceitar o fato de não possuir sequer uma maternidade pública estruturada para partos de alta complexidade e tratamentos avançados. Depender de Cuiabá e Rondonópolis para procedimentos cotidianos é ignorar a grandeza e a necessidade do cidadão primaverense", defende Ligi Almeida.

  • Ação: Articular junto à Assembleia Legislativa e ao Governo do Estado (ou via consórcios e fundações de saúde) a construção do Hospital Regional de Primavera do Leste, focado em média e alta complexidade.


Comparativo das Soluções Estruturais



O Papel na Assembleia Legislativa: 4 Anos é Tempo Suficiente

A candidata reforça que quatro anos de mandato parlamentar são plenamente suficientes para tirar esses projetos do papel, desde que haja dedicação exclusiva e articulação política firme.

Enquanto o governo estadual foca na atenção primária apoiando as UBS locais, a atuação de uma deputada estadual da região será o elo que falta para carimbar recursos orçamentários carimbados para a média e alta complexidade.

A saúde de Primavera do Leste e região deixará de ser um corredor de passagem para ambulâncias para se transformar em uma referência autônoma de atendimento digno e humanizado.




Redação/Assessoria


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