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Lideranças do agro criticam Lula por propor fim da escala 6x1

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    elnewspva
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Críticas ocorreram na Expozebu, em Uberaba, principal evento da pecuária nacional

Lideranças do agronegócio reunidas na abertura da Expozebu, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, criticaram a proposta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de pôr fim à escala de trabalho 6x1 no país. 

Principal evento da pecuária nacional, a feira é organizada pela ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), formada por 22 mil associados, e realiza anualmente a exposição pecuária, que neste ano prevê mais de R$ 200 milhões em negociações envolvendo bovinos nos 41 leilões e 11 shoppings de animais que acontecerão até o próximo dia 3. 

Presidente da associação, o pecuarista Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges afirmou em seu discurso na abertura, que contou com os presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, e Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, que é necessário discutir "com a devida seriedade" assuntos como o fim da escala 6x1, levando em consideração "todas as consequências possíveis". 

"Para o bom funcionamento da economia do setor produtivo do Brasil. Pedimos aos nossos parlamentares que apoiem contrariamente essa pauta tão nociva da nossa economia, com consequências graves e sem precedentes ao nosso agro", afirmou ele, que foi aplaudido pela plateia, formada por entidades do setor e pecuaristas.

Em seguida, o presidente da Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo), Tirso Meirelles, também questionou a proposta do governo federal, ao criticar atuais políticas públicas e dizer que há outras prioridades antes de debater a mudança na jornada de trabalho. 

"Nós arrecadamos R$ 3 trilhões em impostos, ficamos mais de cinco meses pagando imposto, e o que é trazido para a sociedade? Mais imposto. Tem uma reforma tributária que vai concentrar mais ainda os recursos da mão do governo federal, dificultando os municípios, dificultando os governos. [...] E depois, simplesmente, vai um senhor na TV e diz o seguinte 'Vocês, sociedade mais simples, estão trabalhando tanto que não estão tendo condições de ficar com seus filhos'. Arruma o transporte, dá segurança, precisa resolver primeiro a estruturação do país em vez de mexer no 6x1", disse. 

Em seguida, ele elogiou Caiado e Zema por estarem na pré-disputa presidencial, dizendo que colocaram seus nomes num momento difícil de polarização no Brasil, e afirmou ainda que é preciso criar um projeto de país. 

"Coreia do Sul, em 1965, produzia 25% a menos do PIB do Brasil. Depois de 60 anos, eles cresceram 700%, o Brasil cresceu 100% [...] Quero agradecer Caiado e Zema por vocês terem oferecido o nome de vocês para que nós possamos escutar vocês, para que nós possamos acompanhar os debates, para que nós possamos estruturar", disse. 

No momento, governo e Congresso disputam em torno de detalhes de texto e formato de tramitação da proposta de redução da jornada de trabalho na Câmara. Na quarta-feira (22), a Comissão de Constituição e Justiça da Casa aprovou o relatório favorável à tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da jornada 6x1. A PEC é um formato de proposta com tramitação mais lenta e que não pode sofrer veto do presidente da República. 

Por conta disso, o governo defende que a proposta tramite por meio de PL (projeto de lei), na contramão das intenções do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). 

O texto aprovado na quarta não trata do conteúdo da emenda, apenas da constitucionalidade da proposta. São duas PECs tramitando juntas, dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP), que propõem a redução da jornada semanal das atuais 44 horas para 36 horas. 

A proposta de Hilton também altera a escala, fixando-a em 4 dias de trabalho por três de folga. Esse desenho de jornada é considerado superado pelo governo, que vem defendendo a adoção de um limite de 40 horas semanais, sem a fixação de um regime de escala, que deve ficar para as negociações entre categorias e empresariado. 

A redução da jornada de trabalho semanal é uma das apostas do governo para melhorar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ano eleitoral.

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