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Grupo Ogliari, dono de cinco fazendas, culpa El Niño, alta nos combustíveis e entra em RJ por R$ 315 milhões em dívidas

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    elnewspva
  • há 2 horas
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O grupo atua de forma integrada na produção agropecuária, com cultivo de soja, milho e arroz, e no transporte rodoviário de cargas, ostentando mais de 1.000 hectares

A juíza Giovana Pasqual de Mello, da 4ª Vara Cível de Sinop, deferiu a recuperação judicial do Grupo Ogliari, formado por produtores rurais da mesma família, proprietários de cinco fazendas, e empresas de transporte e armazenagem com atuação no médio-norte de Mato Grosso. O conglomerado busca renegociar mais de R$ 310 milhões em dívidas. Decisão foi proferida na semana passada.

Como administrador judicial, foi nomeado o escritório Brizola e Japur Administração Judicial. Os honorários foram arbitrados em 1,5% do passivo concursal, totalizando R$ 2.591.534,40. A ação é patrocinada pela banca da RJV Advogados, sediada em Cuiabá.

O pedido foi apresentado por Dirceu Ogliari, Espólio de Esmeralda Ines Ogliari, Edineia Ogliari Pinhata, Denis Ogliari, Dirceu Ogliari Junior, Muriana Transportes Ltda., Ogliari Transportes Ltda. e Santa Rita Armazéns Gerais Ltda.

O grupo atua de forma integrada na produção agropecuária, com cultivo de soja, milho e arroz, e no transporte rodoviário de cargas, ostentando mais de 1.000 hectares espalhados pelos municípios de Lucas do Rio Verde, Tapurah, Nova Maringá e Nova Mutum.

Nos autos, os requerentes alegaram que a crise econômico-financeira teve origem, principalmente, na frustração da safra 2023/2024, em razão de estiagem severa associada ao fenômeno El Niño. Segundo o grupo, isso comprometeu o plantio e o enchimento dos grãos, gerando perdas superiores a 230 mil sacas de soja. Parte das áreas cultivadas estava localizada em municípios que decretaram situação de emergência, como Nova Maringá.

Também foram apontados como fatores agravantes o aumento dos custos de produção, a elevação das taxas de juros, o endividamento bancário progressivo e a queda expressiva nos valores do frete.

No setor de transporte, o grupo informou que o valor médio do frete entre Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Rondonópolis caiu de cerca de R$ 170 para R$ 95 por tonelada, redução aproximada de 50%, o que comprometeu a rentabilidade da atividade. Além disso, a alta dos combustíveis e a redução da demanda por transporte de grãos afetaram diretamente as operações logísticas.

Os recuperandos relataram ainda que tentaram renegociar e prorrogar dívidas junto a instituições financeiras, como Banco do Brasil e Sicoob, mas sem sucesso suficiente para recompor o equilíbrio financeiro. O passivo declarado soma R$ 297.676.672,41 e US$ 3.331.878,52, entre créditos concursais e extraconcursais.

Na decisão, a magistrada destacou que foram preenchidos os requisitos legais previstos na Lei de Recuperação Judicial e Falências e que o deferimento do processamento visa permitir a superação da crise econômico-financeira, a preservação da atividade empresarial.

Com isso, foi autorizado o processamento da recuperação judicial dos integrantes do Grupo Ogliari, com sede das atividades concentradas na região de Sinop e entorno.








Fonte: olhardigital

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