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Grupo Esteves entra em recuperação judicial e culpa Grupo Rossato por arrasto de R$ 150 milhões em dívidas

  • Foto do escritor: elnewspva
    elnewspva
  • 11 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Na petição inicial, o grupo afirma que está sendo “arrastado” para o colapso por causa de avales e fianças superiores a R$ 100 milhões deixados por Sérgio Esteves na empresa RD Rossato

A Justiça de Mato Grosso aceitou o pedido de recuperação judicial do Grupo Esteves, formado pelos produtores rurais Sérgio Adão Esteves, Evanir Fátima Rossato Esteves e pela empresa Vitória Agropecuária e Transportes Ltda, sediados em Sorriso. A decisão foi assinada no dia 4 de novembro pela juíza Giovana Pasqual de Mello e envolve dívidas que somam R$ 150,4 milhões em reais e US$ 491 mil em dólar, atingindo diretamente grandes empresas do mercado de insumos agrícolas.

Na petição inicial, o grupo afirma que está sendo “arrastado” para o colapso por causa de avales e fianças superiores a R$ 100 milhões deixados por Sérgio Esteves na empresa RD Rossato, comandada por seu ex-sócio, o ex-prefeito Dilceu Rossato. A cisão societária entre eles teria ocorrido em agosto de 2024, após o divórcio de Rossato, o que levou ao rompimento do affectio societatis e à saída de Sérgio da sociedade. O Grupo Esteves alega que não obteve qualquer benefício econômico com essas operações, mas agora sofre com execuções e bloqueios relacionados à crise do Grupo Rossato.

“Estamos sendo dragados pelas execuções e apreensões dos credores inseridos na recuperação judicial da RD Rossato”, sustentou a defesa ao justificar a necessidade do pedido.

A recuperação foi concedida com blindagem dos bens essenciais à atividade rural e suspensão de ações por 180 dias. O plano de recuperação deverá ser apresentado em até 60 dias. A administradora judicial nomeada é a Brizola e Japur, sediada em Porto Alegre, que receberá R$ 62 mil mensais pelo acompanhamento do processo.


Grandes fornecedores entre os credores

Entre os principais credores da recuperação estão Bayer (R$ 46,5 mi), Rainbow (R$ 18,3 mi), Monsanto (R$ 11,1 mi), UPL (R$ 8,9 mi) e o Banco Sicoob (R$ 12,2 mi), todos na classe quirografária, sem garantias reais. Também constam dívidas com o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Sicredi.

O grupo atua nas cadeias de soja, milho, feijão, piscicultura, bovinocultura, ovinocultura e transporte rodoviário, com base produtiva em Sorriso. A decisão também reconheceu como essenciais equipamentos como caminhões, pulverizadores, distribuidores de fertilizantes e uma pá carregadeira.

Credores e interessados têm 15 dias, contados da publicação do edital, para apresentar habilitações ou divergências de crédito. Caso não apresente o plano dentro do prazo legal, o grupo pode ter a falência decretada.






Fonte: OlharDireto

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