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Executor de Zampieri adota estratégia de 'justiceiro' e confessa em plenário: 'o corrupto que eu mandei para o inferno'

Foto do escritor: elnewspva
elnewspva
5 de out.
2 min de leitura

Antes do início dos trabalhos, os advogados Neyman Monteiro e Nilton Ribeiro haviam dito que "a verdade" apareceria no interrogatório e que "a bomba vai estourar".

O primeiro réu a ser interrogado no segundo dia do júri do caso Roberto Zampieri, Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público como o autor dos disparos, confessou o crime perante o Conselho de Sentença. "Foi eu", disse ele, ao responder às perguntas da defesa, no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.

Ao iniciar o depoimento, Antônio declarou que quer que os jurados votem contra ele. "Eu tenho que ser punido, tenho que ir para a cadeia", afirmou, referindo-se à vítima como "o corrupto que eu mandei para o inferno". Zampieri é suspeito de participar de esquema de venda de decisões judiciais np Tribunal de Justiça.

Antes da confissão, Antônio informou que responderia apenas às perguntas de sua defesa. O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins pediu a palavra em questão de ordem para questionar o que classificou como intenção de realizar um "interrogatório seletivo".

O juiz José Mauro Nagib Jorge, porém, deu a palavra à defesa para iniciar as perguntas. Nesse momento, houve troca de acusações em plenário: um dos advogados gritou "cale-se" ao promotor, que retrucou: "cale-se você". Com a defesa tentando começar e o Ministério Público seguindo com as interrupções, o magistrado interveio com calma, pedindo que ninguém perdesse a paciência, e a sessão foi retomada.

Antes do início dos trabalhos, os advogados Neyman Monteiro e Nilton Ribeiro haviam dito que "a verdade" apareceria no interrogatório e que "a bomba vai estourar". Também afirmaram que Antônio estaria indignado com a suposta venda de sentenças em Mato Grosso, alegação que parte exclusivamente da defesa e não foi comprovada.

Já o promotor Vinícius Gahyva Martins havia dito que, para este julgamento, importa a responsabilidade de executores e intermediários, e que atacar a figura da vítima seria "retórica a serviço da impunidade".

Também serão interrogados Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. O julgamento é presidido pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, e a acusação é feita pelos promotores Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, com o advogado Giovani Santin como assistente.


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