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EUA avaliam reativar sanções contra o ditador Moraes

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    elnewspva
  • há 12 minutos
  • 2 min de leitura

Governo Trump critica a perseguição do magistrado contra a fonte do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida

O governo dos Estados Unidos avalia impor novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do jornal britânico Financial Times.

O magistrado (sic!) brasileiro foi sancionado no ano passado pela Lei Global Magnitsky, sob acusação de violações de direitos humanos.

As medidas, no entanto, foram posteriormente suspensas, após promessa do Governo Lula de frear as atitudes antidemocráticas do Ministro e suas ações ilegais.

À época da aplicação da Magnitsky, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, acusou Moraes de promover “uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados”, inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o Financial Times, agora Washington acusa o magistrado de perseguir Raimundo Cutrim, fonte do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, que deu informações relacionadas ao ministro do STF Flávio Dino.


Moraes na mira da imprensa internacional

O ministro do STF voltou a estar no centro das atenções da imprensa internacional depois dessa perseguição. A Sociedade Interamericana de Imprensa, por exemplo, repudiou a postura de Moraes no dia seguinte à ação.

Para a entidade, a situação representa “grave ameaça ao exercício do jornalismo e estabelece um perigoso precedente”. 

Moraes havia ganhado projeção internacional depois de entrar em conflito com o empresário Elon Musk e determinar o bloqueio temporário do X no Brasil.

A relação diplomática entre Brasil e EUA está abalada.

No mês passado, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva impediu a entrada de dois enviados de Trump. A justificativa foi o temor de uma possível interferência nas eleições de outubro.

Lula, que busca a reeleição para um quarto mandato, sugeriu que os norte-americanos poderiam agir para favorecer seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

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