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Em nota, PT reclama por Flávio incentivar ação dos EUA contra facções brasileiras

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    elnewspva
  • há 42 minutos
  • 2 min de leitura

Bancada do partido alega que articulação pode gerar impactos financeiros e ampliar tensões diplomáticas

A bancada do PT na Câmara dos Deputados divulgou nesta quinta-feira, 28, uma nota em que acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro de articularem com os Estados Unidos a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

O texto afirma que a iniciativa representa uma tentativa da “extrema direita” de pressionar o Brasil. Além disso, seria uma forma de buscar fora do país uma medida que teria sido rejeitada pelo Congresso durante debates sobre segurança pública.

Na manifestação, o partido também argumenta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou aos EUA propostas de cooperação internacional para combater o crime. Isso incluiria troca de informações, repatriação de valores e combate à lavagem de dinheiro.


Pedido de Flávio a Trump

A divulgação da nota ocorreu dois dias depois de Flávio Bolsonaro afirmar que pediu ao presidente norte-americano, Donald Trump, que classifique o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.

A declaração ocorreu na terça-feira 26, depois de um encontro entre Flávio e Trump em Washington. Segundo o senador, ele viajou aos EUA a convite do presidente dos EUA para uma reunião na Casa Branca.

“Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou Flávio. Segundo o parlamentar, Trump respondeu que vai analisar a proposta.

Flávio também disse que conversou com Trump sobre diferenças entre um eventual governo liderado por ele e a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o senador, o presidente dos EUA não declarou apoio à sua pré-candidatura à Presidência.


PT é contra classificação de facções como grupos terroristas

Um dia depois da manifestação do partido, o Departamento de EUA decidiu classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

O PT alega que a classificação das facções como grupos terroristas pode gerar impactos econômicos e diplomáticos para o Brasil. Segundo a bancada, instituições financeiras e empresas poderiam enfrentar sanções, restrições internacionais e perda de investimentos. Isso se houver associações entre elas e operações ligadas ao crime organizado.

A sigla também argumenta que a medida pode afetar moradores de áreas dominadas por facções, com possíveis barreiras para acesso a serviços bancários e crédito. O governo Lula defende a ideia de que os Estados Unidos não adotem a classificação. A avaliação no Palácio do Planalto é que a medida poderia abrir margem para ações externas, incluindo eventual intervenção militar.

Na nota, os deputados do PT também citam declarações atribuídas a Flávio Bolsonaro sobre ações contra embarcações ligadas ao crime organizado e acusam a família Bolsonaro de atuar alinhada aos interesses de Trump.


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