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Ditador Khamenei desafia Trump a derrubar regime iraniano e ameaça porta-aviões dos EUA

  • Foto do escritor: elnewspva
    elnewspva
  • há 8 horas
  • 2 min de leitura

Declarações ocorrem em meio à retomada das negociações nucleares e ao aumento da presença militar norte-americana no Oriente Médio

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou nesta terça-feira, 17, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não conseguirá derrubar a República Islâmica. Em discurso em Teerã, ele também fez ameaças diretas à presença militar norte-americana na região e mencionou a possibilidade de atingir um porta-aviões posicionado nas proximidades do Irã.

Segundo Khamenei, Washington fracassou ao longo de décadas em sua tentativa de enfraquecer o regime iraniano. Ele disse que, depois de quase meio século de pressão, os Estados Unidos não conseguiram destruir a República Islâmica e não conseguirão fazê-lo agora. A declaração foi direcionada diretamente a Trump.

O líder iraniano também criticou a postura do presidente norte-americano nas negociações nucleares, acusando-o de tentar “ditar” os resultados das tratativas. Ainda assim, segundo o chanceler iraniano, as conversas realizadas nesta terça abriram caminho para um possível acordo entre os dois países.

Durante o discurso, Khamenei afirmou que, embora Trump diga que o Exército norte-americano é o mais forte do mundo, até forças poderosas podem sofrer golpes severos. Em tom de ameaça, ele declarou que o país dispõe de meios capazes de atingir embarcações militares e enviá-las ao fundo do mar.

As falas ocorreram em meio à retomada das negociações entre Washington e Teerã para limitar o programa nuclear iraniano. As conversas são mediadas por Omã. Trump exige que o governo iraniano encerre completamente suas atividades nucleares e tem adotado um discurso que alterna entre pressão e sinalizações de acordo.

O presidente norte-americano ameaça atacar o país caso as tratativas fracassem. Ao mesmo tempo, ele afirma manter envolvimento indireto nas negociações e diz acreditar na possibilidade de entendimento.

Desde janeiro, o governo dos Estados Unidos ampliou sua presença militar no Oriente Médio. A mobilização inclui o envio de dois porta-aviões, dezenas de navios de guerra, destróieres e caças. Um dos grupos de ataque chegou ao Mar Arábico no fim de janeiro, próximo à costa sul iraniana. Outro foi deslocado para a região nos últimos dias, elevando o nível de tensão entre os dois países.


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