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Congresso do Peru destitui presidente e declara cargo vago

  • Foto do escritor: elnewspva
    elnewspva
  • há 8 horas
  • 2 min de leitura

José Jerí estava no poder havia pouco mais de 4 meses e era alvo de investigações por tráfico de influência

O Congresso do Peru aprovou, nesta terça-feira, 17, a destituição do presidente interino José Jerí. A moção foi aprovada por 75 votos a favor, 24 contra e três abstenções, depois de um julgamento político que apontou má conduta funcional e falta de idoneidade para o exercício do cargo.

Com a decisão, o posto foi declarado vago. Um novo presidente será escolhido pelos parlamentares nesta quarta-feira, 18, às 16h (horário de Brasília). O eleito deve permanecer no cargo até 28 de julho, período que antecede a posse do próximo governo escolhido nas urnas. As eleições gerais estão marcadas para 12 de abril.

Jerí estava no poder havia pouco mais de quatro meses. Ele assumiu em 10 de outubro, depois que Dina Boluarte foi afastada sob acusação de incapacidade moral. Desde 2016, o Peru já teve oito presidentes.

O agora ex-presidente era alvo de duas investigações por suposto tráfico de influência. As apurações tiveram início depois da revelação de um encontro reservado com um empresário e avançaram com suspeitas de interferência em processos de contratação no governo. Jerí nega irregularidades e sustenta que tinha condições de permanecer no cargo até a realização das eleições.

A votação ocorreu em meio a protestos em frente ao Congresso, onde manifestantes pediam a saída do presidente. No campo político, o candidato Rafael López Aliaga pressionava publicamente pela renúncia. Já o embaixador dos Estados Unidos em Lima, Bernie Navarro, defendeu estabilidade institucional e afirmou que a troca frequente de presidentes não é comum em democracias consolidadas.

A destituição acontece em plena campanha eleitoral, que já reúne mais de 30 candidatos. Para aprovar a destituição, o Congresso precisava de maioria simples entre os 115 parlamentares habilitados a votar.

O Peru atravessa um período de instabilidade política prolongada. Desde a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski, em 2018, sucessivas trocas no comando do Executivo ocorreram depois de denúncias de corrupção, conflitos entre Legislativo e Presidência e tentativas de dissolução do Congresso.

Com a nova decisão, o país volta a ter um governo interino às vésperas de mais uma eleição presidencial.

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