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COLAPSO SANITÁRIO: Secretaria de Estado de Saúde dá calote de R$ 4 milhões e deixa lixo se espalhar por unidades

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    elnewspva
  • há 21 horas
  • 2 min de leitura

O caso também foi denunciado pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma-MT)

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) tem dívida de R$ 4 milhões com a empresa DDMIX Terceirização, que presta serviços de limpeza nas unidades.

Por conta da falta de pagamento, servidores da SES enfrentam acúmulo de lixo e sujeira, prejudicando a prestação de serviço público.

Documentos oficiais obtidos pela reportagem do PNB Online revelam que a interrupção de pagamentos à empresa DDMIX Terceirização, responsável pelos serviços de limpeza e conservação em dezenas de unidades, provocou um colapso sanitário.

O caso também foi denunciado pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma-MT). O cenário mais crítico foi registrado na Superintendência de Vigilância em Saúde (SUVSA), na capital.

No último dia 30 de abril, a diretoria do órgão emitiu uma determinação para a dispensa imediata de todos os servidores das atividades presenciais.

O motivo foi a paralisação total do recolhimento de lixo e do abastecimento de água, tornando o prédio insalubre.

De acordo com os registros oficiais, a situação de higiene tornou-se tão precária que a permanência humana no local representava um risco biológico direto, forçando a adoção compulsória do regime de teletrabalho.

A dívida milionária arrasta-se desde janeiro de 2026. Em notificações encaminhadas à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), a DDMIX argumenta que o desequilíbrio financeiro imposto pela falta de repasses do Governo do Estado impediu o pagamento de salários e a manutenção dos postos de trabalho.

A empresa sustenta que tentou sucessivos acordos, mas a inércia da administração estadual em quitar as faturas em atraso culminou na suspensão drástica dos serviços nas unidades de saúde.

No interior do estado, o Escritório Regional de Saúde de Água Boa relatou em maio que a situação atingiu um nível insustentável.

Para evitar o fechamento total da unidade, enfermeiros e técnicos administrativos passaram a realizar a limpeza improvisada das salas e banheiros.

O relatório da unidade destaca que até os insumos básicos de higiene, como papel toalha e desinfetantes, acabaram, obrigando a gestão local a buscar soluções emergenciais com recursos próprios para não interromper totalmente o suporte à rede de saúde regional.

A negligência administrativa alcançou inclusive o núcleo de decisão da pasta. Registros oficiais mostram que nem mesmo o Gabinete do Secretário de Estado de Saúde e a Unidade Jurídica foram poupados.

Nestes locais, lixeiras de resíduos comuns e áreas de recepção ficaram sem qualquer limpeza por mais de duas semanas consecutivas.

Embora o governo tenha notificado a empresa por descumprimento contratual, a DDMIX rebate apontando que o descumprimento original partiu do próprio Estado ao não honrar os pagamentos previstos em lei.

Até o momento, a Secretaria de Saúde não apresentou um cronograma de desembolso para quitar os débitos com a terceirizada.







fonte: pnbonline

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