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Cidades do "Agro" cresceram mais que a média de Mato Grosso, aponta IBGE

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    elnewspva
  • há 9 horas
  • 3 min de leitura

Os dados são utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no cálculo dos coeficientes de distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de Participação dos Estados (FPE)

Cidades de Mato Grosso localizadas na região de forte produção agrícola, consideradas "Polo do Agro", tiveram um crescimento populacional acima da média de Mato Grosso.

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto o estado teve crescimento populacional de 1,46%, Sorriso, por exemplo, teve crescimento de 3,26%.

A cidade que teve a maior taxa de crescimento foi Campo Verde (5,94%), seguida de Vale de São Domingos (5,22%), Querência (4,08%), Lucas do Rio Verde (3,65%), Nova Mutum (3,48%), Sinop (3,43%), Campos de Júlio (3,37%) e Sorriso (3,26%).

Primavera do Leste é a 8º colocada com crescimento de 3,17%;

Em vários municípios houve uma redução. General Carneiro, por exemplo, teve a maior redução, -6,43%, seguido por Jauru (-4,56%) e Cotriguaçu (-3,64%).

Na região metropolitana de Cuiabá houve crescimento, sendo que, na capital, a taxa de crescimento foi de 1,02% e em Várzea Grande foi de 1,33%.

Cuiabá ocupa a 31ª posição no ranking populacional dos municípios brasileiros, com 698.917 habitantes. A capital mato-grossense permanece como a quarta cidade mais populosa do Centro-Oeste, atrás de Brasília, Goiania e Campo Grande.


Cuiabá se mantém como maior município de MT

Entre os 142 municípios mato-grossenses, Cuiabá lidera o ranking populacional com 698.917 habitantes, seguida por Várzea Grande (323.172), Rondonópolis (268.202) e Sinop (231.452).

Esses quatro municípios concentram, juntos, mais de 1,5 milhão de moradores, o equivalente a aproximadamente 39% da população estadual.

Veja o ranking de população dos municípios

Na outra extremidade do ranking estadual estão Araguainha (989 habitantes), Reserva do Cabaçal (1.978), Serra Nova Dourada (1.981), Novo Santo Antônio (2.041) e Ponte Branca (2.119), os cinco menores municípios de Mato Grosso em população estimada para 2026.

Entre os municípios mato-grossenses, as maiores taxas de crescimento populacional foram registradas em Campo Verde (5,94%), Vale de São Domingos (5,22%), Querência (4,08%), Lucas do Rio Verde (3,65%) e Nova Mutum (3,48%).

Por outro lado, as maiores reduções populacionais ocorreram em General Carneiro (-6,43%), Jauru (-4,56%), Cotriguaçu (-3,64%), Guiratinga (-2,70%) e Alto Paraguai (-2,52%).

Os resultados evidenciam a diversidade demográfica de Mato Grosso, que reúne desde grandes centros urbanos em expansão até municípios com menos de mil habitantes.


Dados subsidiam repasses e políticas públicas

As estimativas populacionais do IBGE constituem uma das principais referências para o planejamento e a gestão pública no Brasil.

Os dados são utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no cálculo dos coeficientes de distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de Participação dos Estados (FPE), além de subsidiarem a formulação, a implementação e a avaliação de políticas públicas nas áreas de saúde, educação, assistência social, infraestrutura e planejamento territorial.

Produzidas anualmente pelo IBGE desde 1975, as Estimativas da População informam o total de habitantes dos municípios e das unidades da Federação com data de referência em 1o de julho de cada ano.

Desde 1992, os resultados são publicados no Diário Oficial da União, atendendo a determinações legais e fornecendo uma base oficial para a administração pública em todas as esferas de governo.

A divulgação anual dessas informações atende ao artigo 102 da Lei no 8.443, de 16 de julho de 1992, alterado pela Lei Complementar no 143, de 17 de julho de 2013, que determina a publicação das populações municipais e estaduais pelo órgão competente do Poder Executivo Federal.


Como o IBGE calcula as estimativas

Segundo a nota metodológica do IBGE, as estimativas municipais para 2026 foram produzidas a partir das Projeções da População do Brasil e das Unidades da Federação, Revisão 2024, incorporando os resultados do Censo Demográfico 2022 e informações provenientes dos registros de nascimentos e óbitos.

Para os municípios, o instituto utiliza o método AiBi, desenvolvido em 1972, que combina as projeções populacionais mais recentes para o Brasil e as unidades da Federação com as tendências de crescimento observadas entre os dois últimos Censos Demográficos.

Os cálculos também incorporam atualizações da divisão político- administrativa do país, refletindo alterações territoriais ocorridas após os censos utilizados como base.

O IBGE ressalta que não produz projeções populacionais para os municípios.

As projeções oficiais são elaboradas apenas para o Brasil e para as unidades da Federação, com horizonte até 2070.

As estimativas municipais são derivadas dessas projeções estaduais e ajustadas para garantir que a soma das populações dos municípios corresponda ao total projetado para cada unidade da Federação.







Fonte: OlharAgro

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