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China pretende reduzir as importações de soja do Brasil — e do mundo

  • Foto do escritor: elnewspva
    elnewspva
  • 5 de jan.
  • 2 min de leitura

Demanda chinesa é o grande negócio para o agro nacional

O governo da China anunciou a pretensão de reduzir a dependência do país por importações de soja. A demanda do gigante asiático é um dos grandes motores de riqueza do agronegócio do Brasil — e figura entre as principais fontes de dólares para o país.

As autoridades chinesas prometeram aumentar a capacidade de produção de sementes oleaginosas de soja, segundo a agência Reuters. Os números de Departamento de Agricultura dos Estados Unidos mostram que o agro da China trilha esse caminho há anos. A colheita nacional superou 20 milhões de toneladas, patamar do qual se mantém acima desde então. Embora seja um volume ainda insuficiente para a demanda interna, revela a ampliação da capacidade produtiva.

Na virada do século, a produção anual de soja chinesa era de 15 milhões de toneladas. O país se manteve em números próximos a esse patamar até 2022. Antes da virada do século, a colheita era ainda menor. De meados da década de 1970 até o fim da década 1990, a safra oscilava 7 e 12 milhões de toneladas por ano. O consumo, por sua vez, sempre foi alto. E o grande destino da produção sempre foi o mercado interno.

Com a abertura para o mercado global iniciada na década de 1980, a economia chinesa começou a crescer em números acima da média mundial. Em meio ao aumento da prosperidade, a população passou a se alimentar melhor. Na virada para o século 21, a China entrou para o grupo dos grandes importadores mundiais do grão. Inicialmente, em 2001, o país comprava pouco mais de 10 milhões de toneladas por ano. Em 2024, foram 108 milhões.

O aumento das importações chinesas levou à expansão da produção brasileira. A safra saltou de 40 milhões de toneladas, em 2021, para 150 milhões de toneladas em 2024. Por volta de 100 milhões de toneladas foram para o mercado externo, 70% disso direto para a China.


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