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Casal de Primavera muda versão e negam envolvimento no assassinato de Nery

  • Foto do escritor: elnewspva
    elnewspva
  • 6 de mar.
  • 3 min de leitura

Casal mudou depoimento. Julinere confessou informalmente que tramou a execução depois de não aguentar mais seu marido reclamar que Nery havia roubado suas terras, mas agora recuou. Agora diz que nem casados estavam mais

Os produtores rurais Julinere Goulart Bentos e Cesar Sechi, acusados de encomendarem o assassinato do advogado Renato Nery, negaram qualquer envolvimento com o crime. Inicialmente, Julinere havia confessado informalmente a execução em depoimento, mas depois recuou.

Suspeitos de intermediarem o crime, os militares Jackson Barbosa e Ícaro Ferreira também foram ouvidos na audiência que encerrou nesta quarta-feira (4), sendo que o primeiro ficou em silêncio e o segundo, acusado de ter fornecido a arma usada na execução, negou participação.

Na primeira sessão foram ouvidas as testemunhas de Ícaro e Jackson. No dia seguinte, mesmo horário, as testemunhas do casal e, por fim, nesta quarta e quinta, o casal Julinere e Cesar e os militares serão interrogados.

Em manifestação assinada no domingo, a defesa da dupla da Rotam apontou a irresignação com a realização da instrução sem que ordem do Tribunal de Justiça, que ordenou o acesso completo e irrestrito às defesas sobre todos os documentos e dados do processo, fosse integralmente cumprida.

Na sessão, Julinere e Cesar negaram qualquer envolvimento com o crime, inclusive afirmara que não estão mais juntos desde 2019, e que ele estava em Juara quando a trama foi orquestrada.

O advogado Renato Nery foi assassinado a tiros no dia 5 de julho. A motivação do crime está atrelada a uma disputa de 12 mil hectares de terras, avaliados em mais de R$ 40 milhões. Cesar Sechi e Julinere Goulart, acusados de serem os mandates, seguem presos, tal qual os militares.

Segundo o Ministério Público, eles compõem o “núcleo de comando”, que agiu contrariado pela vitória de Nery na briga fundiária. Julinere confessou informalmente que tramou a execução depois de não aguentar mais seu marido reclamar que Nery havia roubado suas terras, mas agora recuou. Jackson, por sua vez, mora no mesmo condomínio que o casal, em Primavera do Leste. Foi então que ele se inseriu na trama. Ele ficou em silêncio na audiência.

Cesar também afirmou que não teria interesse direto na disputa envolvendo a vítima. Foi destacado por um advogado que o nome dele teria sido pouco mencionado ao longo dos três dias de audiência. “Depuseram, trouxeram elementos demonstrando que não possuem relação nenhuma com o caso. Instrução inteira sequer citaram nome do César. É absurda essa acusação, ainda mais contra ele. Muito frágil os elementos contra ele”, disse uma fonte ao Olhar Jurídico.

As investigações concluíram que Jackson e Ícaro intermediaram o assassinato, sendo o primeiro como o principal intermediário entre o casal mandante, e o núcleo executor composto pelo também agente militar Heron Teixeira e o seu caseiro, Alex Cardoso. Foi Jackson que ofereceu o “serviço” a Heron mediante R$ 200 mil.

Além de oferecer a grana pela cabeça de Nery, a mando do casal, Jackson também repassou informações cruciais aos executores: como o endereço do escritório, horários de deslocamentos e detalhes da empreitada.

Ícaro, também da Rotam, forneceu a arma usada na execução: uma Glock adaptada, modelo G17, calibre 9mm, automatizada para disparos em rajada. Ele a entregou a Heron no próprio batalhão, em Cuiabá. Importante ressaltar que a arma em questão e as munições eram da PM, o que, para os promotores, evidenciou uma estrutura criminosa dentro da corporação. Ícaro negou que tenha emprestado o material bélico para o crime.

Além disso, o MP aponta que Ícaro agiu como intermediador financeiro: Jackson lhe entregou dois envelopes com R$ 40 e R$ 50 mil, vivos, e ele repassou o montante a Heron em notas de duzentos e cem reais no bairro Chapéu do Sol, Várzea Grande, depois da execução.

Quem puxou o gatilho na manhã do dia 5 de julho foi o caseiro de Heron, Alex Roberto de Queiroz Silva (já denunciado), que se posicionou em frente ao escritório de Nery e efetuou sete disparos em modo rajada (automático) direcionados à sua cabeça, surpreendendo-o e dificultando sua defesa.





Fonte: Olhar Jurídico

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