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Flávio Bolsonaro pede aos EUA suspensão de tarifas sobre produtos do Brasil

Foto do escritor: elnewspva
elnewspva
8 de jul.
2 min de leitura

Senador afirma que sobretaxas prejudicam brasileiros e norte-americanos e diz que combate à corrupção não deve atingir a população

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pediu nesta terça-feira, 7, que o governo dos Estados Unidos suspenda as sobretaxas impostas a produtos brasileiros.

Em exposição oral durante audiência no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), em Washington, o parlamentar afirmou que as medidas prejudicam tanto o Brasil quanto os próprios norte-americanos.

O político do PL defendeu a abertura de negociações entre os dois países.

Ao iniciar sua manifestação, Flávio solicitou aos integrantes da comissão do USTR que desistam da aplicação das tarifas e preservem o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. “Não imponham as tarifas ao Brasil”, afirmou. “Preservem o sucesso do Pix e cancelem esta medida para que possamos negociar.”

O senador disse já ter levado o mesmo pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao vice-presidente J.D. Vance e ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante encontros realizados em maio.

Segundo ele, as sanções representam um equívoco por atingir a economia brasileira sem afetar diretamente os responsáveis pelas decisões políticas criticadas por Washington.

Durante o discurso, Flávio sustentou que os resultados observados em 2025 mostram que as tarifas não alcançaram os objetivos pretendidos pelo governo norte-americano. “Em vez disso, elas foram exploradas politicamente pelo atual governo brasileiro”, declarou. “Uma tarifa de 25% penaliza todo o povo brasileiro — exceto justamente as autoridades responsáveis por essas decisões.”

O parlamentar também argumentou que o momento político recomenda cautela antes da adoção de medidas de longo prazo. Segundo ele, o cenário brasileiro poderá sofrer mudanças significativas nos próximos 90 dias.

“Impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter — premiando aqueles que são responsáveis pelas ações em questão e punindo aqueles que suportaram suas consequências — seria o pior momento possível para agir”, afirmou.


Flávio defendeu Pix durante audiência com governo dos EUA

Em outro trecho da exposição, Flávio defendeu o Pix diante das críticas que envolvem o sistema de pagamentos brasileiro. Segundo o senador, a ferramenta ampliou a inclusão financeira sem prejudicar empresas norte-americanas do setor de meios de pagamento.

“O Pix não é um problema a ser corrigido”, disse o presidenciável. “É uma solução. Ele ampliou a inclusão financeira ao trazer milhões de brasileiros — especialmente os mais pobres — para a economia formal.”

Na sequência, acrescentou que o Pix também beneficiou diretamente empresas dos EUA, já que o volume de transações processadas por cartões de pagamento emitidos por bandeiras norte-americanas “continuou crescendo paralelamente à ampla adoção do Pix, uma vez que essas empresas prestam serviços que se complementam, e não competem com o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos”.

Ao abordar o combate à corrupção, tema citado entre as justificativas para as medidas adotadas pelos Estados Unidos, o senador afirmou que o problema deve ser enfrentado sem impor custos à população brasileira. “Sobre isso, não há divergência. Mas a corrupção tem responsáveis identificáveis”, pontuou. “A corrupção tornou-se uma característica marcante da esquerda política brasileira. O povo brasileiro não deve ser punido por isso.”

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