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Eduardo Bolsonaro diz ser alvo de perseguição e afirma que não retornará à PF

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    elnewspva
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Ordem da corporação exige retorno imediato ao cargo de escrivão e prevê demissão em caso de descumprimento

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A Polícia Federal (PF) determinou que Eduardo Bolsonaro retorne imediatamente ao Brasil para reassumir o cargo de escrivão, sob risco de demissão do serviço público. A ordem foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) um dia depois da perda do mandato na Câmara dos Deputados.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o ex-deputado afirmou que a medida faz parte de uma perseguição institucional. Nesse sentido, disse que não pretende cumprir a determinação neste momento. “Recebo com orgulho mais esse capítulo da perseguição judicial”, declarou.

O ex-parlamentar disse que, no dia seguinte, houve a publicação no DOU com a determinação para o retorno imediato à PF. “Não recebo com surpresa”, afirmou, sobre a medida. “Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público.”

A Gestapo foi a polícia secreta controlada pelo regime nazista de Adolf Hitler na Alemanha. Serviu para perseguir judeus e críticos do nazismo.


Histórico de Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro estava afastado das funções na PF para exercer o mandato na Câmara dos Deputados. Em dezembro de 2025, ele perdeu o cargo parlamentar depois de ultrapassar o limite constitucional de faltas. A cassação se deu por meio de decisão tomada pela mesa diretora da Câmara — o plenário não foi consultado. Ao longo de cerca de dez meses, acumulou 59 ausências não justificadas em sessões deliberativas.

O político buscou refúgio nos EUA, depois de denunciar os abusos do Supremo Tribunal Federal contra a sua família e aliados. Ele buscou alternativas para exercer o mandato à distância, mas não obteve colaboração da Câmara.

Com o encerramento do mandato, o retorno ao cargo na PF se tornou necessário para a retomada da remuneração como servidor público. Durante o período como deputado, Eduardo não recebia salário da corporação.

No vídeo, o ex-deputado afirmou que não tem condições de retornar ao país. “É óbvio que eu não tenho condição de retornar ao Brasil agora”, disse. Ele também comparou sua situação à de outros investigados e presos, mencionando decisões judiciais recentes.

Eduardo declarou que pretende contestar administrativamente a decisão e manter o vínculo funcional. “Não entregarei o meu cargo na Polícia Federal de mãos beijadas”, afirmou. Ele também disse temer prejuízos futuros relacionados à aposentadoria e a prerrogativas funcionais.

O ex-deputado atribuiu responsabilidade ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e ao governo federal, sob comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Eduardo Bolsonaro ingressou na PF em 2010, por meio de concurso público prestado para trabalhar em Rondônia. Atuou como escrivão até 2015, quando foi eleito deputado federal por São Paulo. Formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, o cargo que ocupa na Polícia Federal envolve atividades administrativas, elaboração de documentos oficiais e apoio a investigações.

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