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Ameaça dos EUA salva oito (8) mulheres condenadas a morte no Irã

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    elnewspva
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Algumas das acusadas têm apenas 16 anos. Uma delas, identificada como Mahboubeh Shabani, de 33 anos, foi acusada de prestar assistência a manifestantes feridos durante os protestos de janeiro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã não executará mais oito mulheres ligadas a protestos contra o regime teocrático islâmico. Ele atribuiu o recuo a um pedido feito pela Casa Branca.

“Muito boas notícias! Acabo de ser informado de que as oito mulheres manifestantes que seriam executadas nesta noite no Irã não serão mais mortas”, disse Trump em publicação na Truth Social. Quatro das mulheres, disse o presidente, devem ser libertadas imediatamente, enquanto as outras quatro cumprirão penas de um mês de prisão.

Trump agradeceu ao Irã por suspender as execuções. “Aprecio muito que o Irã e seus líderes tenham respeitado meu pedido, como presidente dos Estados Unidos, e cancelado a execução planejada”, escreveu. “Obrigado pela atenção a este assunto!”

O chefe da Casa Branca havia afirmado anteriormente, na última terça-feira, 21, nas redes sociais, que libertar as mulheres poderia favorecer o Irã nas negociações previstas para mais tarde no mesmo dia, quando Trump anunciou a extensão do cessar-fogo de duas semanas.

“Aos líderes iranianos, que em breve estarão em negociações com meus representantes: eu apreciaria muito a libertação dessas mulheres”, disse o presidente dos EUA na terça-feira, em resposta a uma publicação de um ativista no X que incluía fotos de oito mulheres não identificadas.

“Tenho certeza de que vocês respeitarão o fato de terem feito isso”, afirmou o presidente norte-americano. “Por favor, não façam mal a elas! Seria um ótimo começo para nossas negociações.”

De acordo com grupos de direitos humanos, o Irã teria programado, na semana passada, a primeira execução de uma mulher ligada aos protestos de janeiro. Ela foi identificada como Bita Hemmati e está entre as oito mulheres que, segundo Trump, não enfrentarão mais a pena capital.

Bita foi inicialmente condenada em um processo coletivo ao lado do marido e de vizinhos, informou o Conselho Nacional de Resistência do Irã. Em 8 e 9 de janeiro, o grupo teria arremessado objetos, como blocos de concreto e materiais incendiários, de telhados, ferido forças de segurança e realizado “propaganda” contra o regime com o objetivo de minar a segurança, segundo autoridades.

Um jornalista iraniano divulgou a identidade das outras mulheres em publicação no X e afirmou que algumas das acusadas têm apenas 16 anos.

Uma delas, identificada como Mahboubeh Shabani, de 33 anos, foi acusada de prestar assistência a manifestantes feridos durante os protestos de janeiro, segundo o Hengaw, entidade com sede na Noruega.

As decisões contra as mulheres iranianas estão entre as mais recentes de uma série de punições impostas em meio a uma repressão mais ampla do governo a dissidentes políticos. Grupos de direitos humanos afirmam que mais de 35 mil manifestantes podem ter sido mortos desde o início dos protestos neste ano.


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