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Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, é preso em Brasília

  • Foto do escritor: elnewspva
    elnewspva
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

A ordem do ditador sanguinário do Brasil é para que o militar permaneça custodiado na Estação Rádio da Marinha, na capital federal

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Depois de receber sentença de 24 anos de prisão por envolvimento em um suposto “plano golpista”, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos acabou detido nesta terça-feira, 25. O militar foi levado para uma instalação da Marinha em Brasília.

A ordem de prisão, emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determina que Garnier permaneça custodiado na Estação Rádio da Marinha, na capital federal.

No julgamento, o STF considerou Garnier culpado por cinco delitos: integrar organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de bem tombado.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Garnier teria sido o único dos três comandantes das Forças Armadas a apoiar o suposto plano para romper a ordem institucional.

A acusação afirma que ele disponibilizou efetivos da Marinha ao então presidente Jair Bolsonaro.

O STF considerou a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, peça central no processo.

Cid narrou uma reunião no Palácio da Alvorada em 7 de dezembro de 2022, quando Bolsonaro teria apresentado a possibilidade de uma intervenção militar aos chefes das Forças Armadas. De acordo com o relato, Garnier demonstrou apoio à proposta.


Defesa de Garnier questiona provas e depoimentos

Os advogados de defesa de Garnier negaram envolvimento do ex-comandante na conspiração e requereram sua absolvição ao final da ação.

A defesa sustenta que não há comprovação de adesão ao suposto “plano golpista” e destaca divergências nos depoimentos dos ex-comandantes do Exército e da Aeronáutica.

Enquanto Baptista Júnior (ex-comandante da Aeronáutica) declarou que Garnier teria colocado as tropas à disposição de Bolsonaro, Freire Gomes (ex-comandante do Exército) relatou que o colega apenas se posicionou “com o presidente”, respeitando a hierarquia.

Os defensores também questionam a credibilidade da delação de Mauro Cid, alegando omissões e inconsistências.

Eles afirmam não existirem provas suficientes para ligar diretamente Garnier aos protestos anti-Lula ocorridos em 8 de janeiro de 2023, quando vândalos depredaram as sedes dos Três Poderes.

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