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Alinhado com as ditaduras do mundo, Brasil critica a ação dos EUA contra o Maduro

  • Foto do escritor: elnewspva
    elnewspva
  • 5 de jan.
  • 2 min de leitura

Governos ditatoriais que não respeitam a liberdade e países governados pela extrema esquerda, alegam violação do direito internacional

Governos alinhados às ditaduras sanguinárias e assassinas de esquerda reagiram de forma coordenada à queda de Nicolás Maduro. Em comunicado conjunto divulgado neste domingo, 4, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai condenaram a operação militar conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano.

Na nota, os seis países afirmam que as ações lideradas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, violam princípios do Direito Internacional e representam risco à estabilidade regional. O texto cita a Carta das Nações Unidas como referência central para a crítica ao uso da força.

“Expressamos nossa profunda preocupação e repúdio às ações militares realizadas unilateralmente em território venezuelano, que contrariam princípios fundamentais do Direito Internacional”, diz o comunicado. O grupo também menciona o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados.

Os governos avaliam que a operação cria um precedente considerado “extremamente perigoso” para a paz na América Latina e no Caribe. O documento afirma que a população civil pode ser afetada pelo agravamento das tensões.


Países de esquerda pedem solução política

O comunicado afirma que a crise venezuelana exige solução diplomática. “A situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, por meio do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano”, dizem os signatários.

Os países também reiteram a defesa de um processo político conduzido internamente. “Somente um processo político inclusivo, liderado pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática e sustentável”, acrescenta a nota.

Na parte final, o texto reforça o compromisso da região com a não intervenção e com a solução pacífica de controvérsias. Os governos pedem apoio do secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, e de outros organismos multilaterais para reduzir as tensões.

O comunicado ainda manifesta preocupação com “qualquer tentativa de controle governamental, administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos” que ameace a estabilidade política e econômica da região.


Captura de Maduro acirra divisão regional

No sábado 3, forças norte-americanas capturaram Nicolás Maduro e a mulher dele, Cilia Flores, durante uma operação em Caracas. Autoridades norte-americanas levaram o casal para Nova York, onde o ex-ditador responde a acusações de narcoterrorismo e crimes relacionados a armas.

A ação intensificou a divisão política no continente. Enquanto governos de direita trataram a queda de Maduro como ponto de inflexão regional, administrações de esquerda adotaram discurso crítico e passaram a articular uma resposta diplomática conjunta.

A reação expõe o isolamento crescente desses governos em um cenário no qual a América do Sul caminha para maioria conservadora, com a possível reorganização política da Venezuela ainda em aberto.



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