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Rota dos Grãos recolhe pouco mais de R$ 800 mil/ano média de impostos para cidades da região

  • Foto do escritor: elnewspva
    elnewspva
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Com pouco mais R$ 800 mil de arecadação média/ano por município, concessionária tem participaçao abaixo do esperado e investimentos foi majoritário no início da concessão

Ao compleftar os primeiros 05 (cinco) anos da concessão de 30 anos que recebeu para faze-lo, a Concessionária Rota dos Grãos é a prova do erro da gestão do governador Mauro Mendes em privatizar uma estrada onde os equivocos começam na forma e se estende na obrigação indiscriminada de punir com pecunia, ou quem sabe, a vida, de quem se utiliza da rodovia.

O início da operação em 2021, após 4 (quatro) audiências públicas - 2 em Paranatinga e 2 em Primavera do Leste - onde a forma de concessão foi condenada pela população que rejeitou a privatização nos moldes que foi feita, tem gerado mais mal para a região que os benefícios.

Indiferente ao desejo da população, o então Governador Mauro Mendes fez a privatização e jogou toda uma região no mais absoluto caos logístico.

O erro do estado, para se livrar da rodovia, foi entrega-la para a iniciativa privada totalmente detonada e sem condições de trafegabilidade minimanete decente.

Esta forma de privatizar, obrigou investimento inicial pela empresa de quase R$ 150 milhões na recuperação da estrada para só depois inicial a cobrança do pedágio, ou seja, sem faturamento nenhum para a empresa.

Como qualquer empresa é criada para dar lucro aos seus investidores, a recuperação inicial da rodovia foi feita as pressas para que pudesse iniciar rapidamente a cobrança indiscriminada.

Indiscriminada porque até produtores rurais que já pagam o absurdo do FETHAB, imposto cobrado justamente para dar trafegabilidade nas rotas de escoamento, foram bi-tributados com o pagamento do pedágio.


O ERRO QUE CAUSOU A DESGRAÇA

O estado, para ser minimamente justo com a população, deveria primeiro recuperar a estrada e só depois entrega-la para privatização, reduzindo os investimentos iniciais da empresa para as melhorias e ampliação do conforto de trafegar por ela.

Ao agir de forma oposta ao que é recomendado, o governo do estado obrigou um investimento inicial alto (recuperação) e depois uma redução drástica na manutenção, para recuperar o investimento inicial da empresa, via cobrança do pedágio.

O resultado é uma rodovia de 140 quilometros que liga Primavera do Leste a Paranatinga, passando por Santo Antonio do Leste, sem a menor condição de uso e com tamanha falta de manutenção que tem provocado acidentes causando milhões em prejuízos materiais além de ceifar vida dos usuários.


JUDICIALIZAÇÃO

Como o estado geral da rodovia é péssimo e com risco de morte para os usuários, as Câmaras de Vereadores dos municípios, acionaram, junto com a AMM, o poder judiciário para impedir a cobrança do pedágio até a solução da pífia manutenção.

Isto é o efeito da privatização erronea feita pelo governo do estado.

A concessionária recorreu da decisão e voltou a cobrar pedágio e a questão se arrasta nos tribunais.

Independente de quem vença a disputa judicial, uma certeza existe. Os perdedores são os usuários deste trecho desta rodovia.


OS NÚMEROS

Com o recolhimento média mensal por município de pouco mais de R$ 60 mil reais em impostos via ISS, a empresa somou nesses cinco anos de concessão, incluindo Primavera do Leste, Paranatinga e Santo Antonio, cerca de R$ 11,5 milhões neste imposto e tem gerado cerca de 150 empregos diretos participando de maneira pífia de algumas ações socio-ambientais na região.

De propriedade das empresas Terracom Concessões e Participações e da empresa Construtora Kamilos, a Rota dos Grãos e a concessão que recebeu do Governo do Estado de Mato Grosso, na gestão de Mauro Mendes, para explorar por 30 anos o trecho da rodovia MT 130 entre Primavera do Leste e Paranatinga é o exemplo mais bem acabado do que não deve ser feito na concessão de um serviço público que agora cobra caro nos pedágio e mais caro ainda nas vidas que tira na estrada.





Ely Leal - Redação








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