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Policiais presos por suposta ligação com assassinato de Advogado em Cuiabá estão soltos

  • Foto do escritor: Ely Leal
    Ely Leal
  • 30 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

Segundo o magistrado, não há risco nas investigações ante a liberdade dos militares

O juiz Francisco Ney Gaíva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, revogou a prisão dos policiais militares Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros e Wekcerlley Benevides de Oliveira - investigados pelo susposto envolvimento no assassinato do advogado Renato Nery, em julho do ano passado. A decisão é desta quinta-feira (29).

Conforme consta na decisão, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) se manifestou pela manutenção da prisão preventiva, enfatizando a gravidade dos fatos, envolvendo agentes públicos, além da “necessidade de resguardar a ordem pública e a credibilidade institucional”. No entanto, o magistrado entendeu que, embora os fatos sejam de “inegável gravidade”, não há elementos novos que demonstrem risco decorrente da liberdade dos acusados.

“A fase investigatória já foi integralmente concluída, com colheita dos principais elementos probatórios, elaboração de laudos periciais e oitiva de testemunhas-chave. A denúncia foi recebida e os acusados, regularmente citados, apresentaram resposta à acusação, sem qualquer indício de obstrução ou tentativa de prejudicar a marcha processual”, diz trecho da decisão, onde o juiz ainda justifica o fato tendo como base os PMs serem réus primários, possuírem residência fixa e “vínculos familiares e profissionais sólidos”.

O magistrado apontou ainda que a gravidade do delito somado ao  fato de envolver servidores públicos “não autoriza, por si sós, a privação da liberdade antes do trânsito em julgado, sob pena de se converter a prisão cautelar em punição antecipada”, alegando ainda que seria uma “afronta ao princípio da presunção de inocência”. 


Os PMs deverão cumprir as seguintes medidas cautelares:

  • Juntada de relatório trimestral das atividades laborais, com escalas de serviço;

  • Proibição de manter contato com vítima e testemunhas por qualquer meio; 

  • Recolhimento domiciliar noturno, das 20h às 6h, e nos dias de folga, salvo por motivo de força maior ou em caso de comprovado trabalho. 


Operação Office Crimes

Conforme publicado pelo , os militares foram presos durante a Operação Office Crimes - A Outra Face, no mês de março, suspeitos de intermediar o crime. Além deles, foram presos também o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva (atirador confesso) e o 3º Sargento PM Heron Teixeira Pena Vieira (intermediador confesso), sendo que estes seguem presos após detalharem a participação no crime





Fonte: rdnews

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