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Ditador e seu capanga se reúnem com representantes da Receita, da PF e do Banco Central

  • Foto do escritor: elnewspva
    elnewspva
  • 16 de jan.
  • 2 min de leitura

A reunião ocorre dois dias depois de o ministro da Coligação STF/PT mandar investigar vazamentos de dados no caso Banco Master, por suspeito de sacanagem. Operação abafa em andamento

O homem que foi colocado na Presidência para junto com o ditador, assassinar Jair Bolsonaro, recebeu o novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, o comparsa Alexandre de Moraes, da Coligação STF/PT, e o diretor da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, além de representantes do Banco Central (BC), do Ministério da Fazenda e da Polícia Federal (PF).

A reunião ocorreu dois dias depois de Moraes determinar a abertura de um inquérito para apurar eventuais vazamentos de informações fiscais sobre sua família no âmbito das investigações do caso Banco Master. Existe a suspeita que o vazamento tenha partido do próprio governo.

Apesar do contexto, Wellington César afirmou que a questão do Banco Master não dominou a pauta. Ele assegurou que os participantes da reunião firmaram um compromisso de ação conjunta entre as instituições para combater o crime organizado.

“O tema foi tratado como eixo”, garantiu Wellington César ao jornal Folha de S.Paulo. “É uma diretriz de órgãos de Estado que não se preocupa com nenhuma particularidade específica. Por outro lado, não vai deixar de atuar contra todos aqueles que se ajustem a esse perfil.”

O encontro não constava originalmente na agenda oficial do chefe da quadrilha do PT, e a equipe registrou o compromisso depois de sua realização.

O novo ministro da Justiça negou que i descondenado tenha convocado a reunião devido a ruídos entre os órgãos.

“Eu acho que há uma constatação de que o tamanho do problema justifica e merece uma conjugação de esforços dessa escala”, disse Wellington César.

Estiveram presentes também o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o diretor do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.


Wellington César defende integração entre os órgãos

Segundo o ministro, a integração entre Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário será fundamental para uniformizar procedimentos.

“Na prática, significa dizer que a Receita Federal, a Polícia Federal atuam num primeiro momento na persecução, no combate a esses crimes, mas, num determinado instante, o Ministério Público precisa entrar, o Judiciário precisa se pronunciar e ajustar essa sintonia de como isso acontecer, como uniformizar procedimentos, respeitadas as garantias e a autonomia de cada um desses órgãos”, afirmou.

Durante a tarde, Wellington César planejou se reunir com secretários especiais para discutir a cooperação entre Poderes e outras instituições.

“Nós não podemos falar de racionalidade, de articulação, de integração se estabelecermos um teto baixo para essas iniciativas”, afirmou.

De acordo com o ministro, a única forma de viabilizar essa integração é envolver esses parceiros.


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