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Derrotado na suplementação da saúde, Eraldo está "de mal" com a gestão onde ele mesmo é o líder

  • Foto do escritor: elnewspva
    elnewspva
  • 9 de jun.
  • 5 min de leitura

Em sua obsessão para derrubar a Secretária de Saúde da pasta, vereador do PSB chama a Câmara de "puxadinho da gestão" da qual é integrante pela função que ocupa

Desde o início do 2º semeste de 2025, todas ações públicas e políticas do vereador Ealdo Fortes (PSB) tem como pano de fundo seu único objetivo. Derrubar a secretária municipal de saúde de Primavera do Leste, Laura Leandra, e assumir o seu lugar.

Como bom político, ele nega peremptóriamente, mas todos sabem que esse é verdadeiramente sua intenção.

O problema é que Eraldo, sempre ávido por cargos e benesses, assumiu a liderança do executivo na Câmara, que em tese, a partir dai, ele integra e portanto, ao menos em tese, teria a obrigação de defender e apoiar.

Mas o desejo de derrubar uma servidora é maior e centraliza todas as suas ações. Acabar com a honra e a dignidade de uma servidora, colocando em dúvidas até mesmo o dados que são apresentados (chamando a todos os servidores de mentirosos) é atitude comum com Eraldo Fortes.

A derrota de Líder do Executivo começou no momento em que ele pediu a retirada de pauta de um projeto enviado pelo executivo sem consultar quem lhe deu o cargo de "líder".

No discurso, a intenção era discutir o projeto, no mundo real, a retirada serviria como moeda de troca para forçar o retorno de uma servidora, afastada por seus superiores de uma função que ocupava (regulação) a serviço do próprio Eraldo e suas perseguições pessoais.

O Prefeito foi informado que somente ele, Prefeito e autor do projeto, e o vereador que retirou de pauta, poderia inserir novamente o projeto na pauta. O chefe do executivo então, oficiou a Presidência da Câmara para reapresentar o projeto. Eraldo espumou e armou uma estratégia para desmoralizar o executivo, o legislativo e a Secretário Municipal de Saúde.

Exigiu que a Secretaria de Saúde, Laua Leandra, se apresentase na Câmara uma hora antes do início da sessão ordinária e armou um circo com uma senhora cuja filha sofrera um aborto espontâneo.

A secretaria explicou a suplementação orçamentária e o encontro foi encerrada com um bolinho e o parabéns dos demais vereadores e servidores da saúde pois era dia de aniversário da Secretaria Laura.

Espumando de ódio, Eraldo deixou a reunião inconformado pelo fracasso de sua arapuca e jurando que iria deixar a liderança do executivo (não se sabe se falou sério ou se foi apenas ameaça, já que isso implica também em deixar as benesses da liderança).

Na sesão usou a tribuna para atacar o executivo ("...projetos estão sendo enviados sem o caráter de urgência e há um atropelo, um desespero do executivo, para que seja aprovado, muitas vezes sem o parecer das comissões e sem a discussão dos senhores vereadores..."), ignorando de propósito que o projeto de suplementação esteve na câmara por 2 semanas e passou pela comissão de justiça, redação, conforme relataram as vereadoras Karla da Saúde e Gislaine Yamaschita, que inclusive desmentiram o Eraldo quando afirmaram que as dúvidas foram sanadas pela Secretaria de Saúde que enviou interlocutores e foi discutidas pelos vereadores, na Comissão de Justiça e Redação, que tiveram interesse em discutí-los.

Um panfleto que foi feito pela Secretaria para explicar o projeto, foi classificado por ele, na discussão, como "um panfletinho". (ver abaixo)

Como Eraldo não tinha a intenção de discutir nada e de apenas fazer chantagem com o executivo para barganhar cargo e função na regulação da secretaria de saúde, não participou de nada disso.

Mesmo na reunião que aconteceu antes da sessão, forão feitos esclarecimentos, mas Eraldo estava mais preocupado com o circo que armou com a pessoa cuja filha sofreu aborto espontâneo na UPA do que discutir seriamente o projeto.

Ainda na tribuna, de forma transviada, Eraldo também atacou os próprios vereadores (já que aprovam sem saber de nada, em suas palavras) e clamou pelas funções constitucionais dos vereadores quando ele mesmo ignora o interesse público e usa um projeto como suplementação orçamentária na Saúde Pública para barganhar cargos e funções na Prefeitura. Mas isso ele não citou.

Crocodilo também atacou a suplementação e apresentou requerimento para retornar o projeto para análise da comissão de Obras e Saúde da Câmara. Ocorre que Crocodilo cumpre seu papel de ser opositor da gestão e dificultar por todos os meios, a tramitação de qualquer projeto que possa de alguma forma beneficiar a gestão mesmo que a população esteja sendo beneficiada.

Após uma interrupção na sessão para ouvir todos vereadores, o Presidente Marco Auélio recusou o requerimento de Crocodilo, o projeto de suplementação foi votado pela Câmara e aprovado com apenas um voto contrário (do próprio Crocodilo) e inclusive com o voto favorável de Eraldo Fortes, que vencido e derrotado promete vingança contra o Presidente da Câmara e quem ele acha que sabotou seu planos de barganha, ou como ele diz, tempo para discutir a prepositura.


ENTENDA

Para explicar esse projeto de forma simples e técnica:

Esse projeto trata de abertura de Crédito Adicional Especial, previsto no art. 41, inciso II, da Lei Federal nº 4.320/64.

Na prática, isso significa o seguinte:

Parte do recurso da saúde previsto na Lei Orçamentária de 2026 foi aprovada em dezembro de 2025, está sendo reorganizada com os códigos determinados pelo Governo Federal para permitir a sua correta execução.

Ao longo do exercício surgiram novos recursos — especialmente transferências da União, do Estado, emendas e saldos financeiros de exercícios anteriores — e agora o Município precisa criar ou complementar dotações específicas para poder utilizar legalmente esse dinheiro.

É um procedimento normal que acontece ao longo da execução do orçamento: alterações para atender as novas demandas do Município.


Importante destacar:

  • não é empréstimo;

  • não é aumento indiscriminado de despesa;

  • não é cheque em branco.

O projeto apenas faz adequação orçamentária para permitir execução dos recursos.

Esse crédito está sendo composto basicamente por duas situações:

Superávit financeiro

É o saldo de recursos que entrou em conta em exercício anterior e permaneceu disponível para utilização neste exercício. Exemplo: recurso da saúde que sobrou em conta vinculada e agora precisa ser incorporado ao orçamento para ser utilizado.


Anulação parcial de dotações

Aqui não entra dinheiro novo. O Município retira autorização de gasto de determinadas fichas que estão com sobra ou baixa execução e remaneja para abrir fichas mais necessárias neste momento.

Por isso, quando falamos em abertura de crédito, estamos falando de orçamento — não necessariamente de caixa.


O projeto abre fichas para áreas estratégicas da saúde como:

  • CAPS e CAPSi;

  • Atenção Básica;

  • Agentes Comunitários de Saúde;

  • Farmácia Municipal;

  • Centro de Especialidades (MAC);

  • UPA;

  • Vigilância em Saúde;

  • equipamentos, obras e manutenção.

Então o objetivo da Câmara aqui não é autorizar gasto novo — é autorizar o Município a encaixar corretamente recursos que já existem dentro do orçamento para que eles possam ser executados.


Se não aprovasse:

o dinheiro continuaria existindo, mas o Município ficaria impedido de utilizar parte desses recursos porque faltará autorização orçamentária nas fichas correspondentes, podendo gerar atraso na execução, necessidade de reprogramação ou até perda de oportunidade de utilização conforme regras da fonte.





Ely Leal - Redação com Assessorias


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